"Aquele que estraga seus filhos com mimos terá que pensar as feridas". (Eclesiastes, 30:7)
O sonho de se formar uma família, ter filhos é uma prova incontestável da aspiração humana de compartilhar, trabalhar intensamente em benefício de alguém que alimente nossos ideais de amor e carinho...
A grande maioria dos casais faz planos, projeta sua vida pensando na chegada abençoada e querida de um rebento de seu amor.
Quando recebemos o filho querido nos braços, explode em nós o sentimento de ternura, de preservação, de alegria, de proteção, que constituem os sentimentos naturais da maternidade e da paternidade.
Na condição de pais, carreamos para a nova tarefa nossos sentimentos e instintos naturais. Junto aos ideais inspirados pelo sagrado ciclo da vida, encontramos em nossos corações velhos vícios que não desaparecerão a um simples toque de mágica: o egoísmo, o orgulho, o personalismo...
Passamo a considerar os filhos como propriedade nossa, achamo-los mais belos, inteligentes, doces e mansos que todas as demais crianças do mundo, projetamos todos os planos que lhes desejamos, arquitetamos sejam mais poderosos que todos e não sofram quaisquer reverses.

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