domingo, 30 de outubro de 2011

Família é a base


Melhor do que todos os presentes por baixo da árvore de natal é a presença dos meus filhos, eles são minha razão de ser e viver. 
Cem homens podem formar um acampamento, mas é preciso uma mulher para se fazer um lar.
Sem DEUS não há vida, sem amigos tudo fica cinza e sem família não há base que nos sustente diante dos desafios do cotidiano. Por isso, agradeço a Deus. 
Um abraço, um beijo, um afago, o sol de toda manhã, um almoço em família, o vento no rosto, um sorriso, uma boa lembrança, uma doce companhia, um jogo de futebol, sorvete, aaaah o clube, uma festa, dançar, cantar, gritar, comemorar, ... tão simples né? 
Tão simples, e tão necessário! 
Eu sou aquela mulher que formou e mantém uma familia através da força do amor e da aprendizagem de renúncias. Mãe não é padecer no paraíso.
Mãe é a luz do paraíso dos filhos. É aquela que nem sempre pode fazer tudo por eles, mas, pode iluminar o caminho deles para que não percam seu foco, seu amor.
Eu sou aquela mulher que gerou dois filhos maravilhosos e abençoados através do milagre da vida.
Eu sou principalmente aquela valente mulher que vive o plano mais lindo que Deus tem para cada ser humano, graças as oportunidades que o alto vem me presenteando.
E os planos que Deus tem para mim nunca falham e sempre surgem no momento oportuno. 
Dizem que a felicidade não é deste mundo, mas posso até discordar em parte, pois a minha felicidade existe e está na minha relação com meus filhos. 
Que Deus me permita sempre estar presente, e mesmo quando minha presença física não for possível, com certeza estarei mais próxima, no pensamento.
Amo vocês dois meus filhos, que Maria zele por vocês durante a minha ausência temporária e que Deus os abençoe hoje e sempre.



E eu vos dedico essa música. 

quinta-feira, 20 de outubro de 2011

Jesus no Lar é vida para o Lar - Paz no lar é paz para humanidade



208. Os Espíritos dos pais não exercem influência sobre os dos filhos, após o nascimento destes?
“Exercem, e muito, pois já dissemos, os Espíritos devem concorrer para o progresso recíproco. Pois bem, os Espíritos dos pais têm a missão de desenvolver os dos filhos pela educação: isso é para eles uma tarefa. Se nelas falharem, serão culpados.”
O Livro dos Espíritos, Allan Kardec


Dedica uma das sete noites da semana ao Culto Evangélico no Lar, a fim de que Jesus possa pernoitar em tua casa.
Prepara a mesa, coloca água pura, abre o Evangelho, distende a mensagem da fé, enlaça a família e ora. 
Jesus virá em visita.
Quando o Lar se converte em santuário, o crime se recolhe ao museu. 
Quando a família ora, Jesus se demora em casa. 
Quando os corações se unem nos liames da Fé, o equilíbrio oferta bençãos de consolo e a saúde derrama vinho de paz para todos.
Jesus no Lar é vida para o Lar.
Não aguardes que o mundo te leve a certeza do bem variável. Distende, da tua casa cristã, a luz do Evangelho para o mundo atormentado.
Quando uma família ora em casa, reunida nas blandícias do Evangelho, toda a rua recebe o benefício com a comunhão com o Alto.
Se alguém, num edifício de apartamentos, alça aos Céus a prece da comunhão em família, todo o edifício se beneficia, qual lâmpada ignorada, acesa na ventania.
Não te afastes da linha direcional do Evangelho entre os teus familiares. Continua orando fiel, estudando com os teus filhos e com aqueles a quem amas as Diretrizes do Mestre e, quanto possível, debate os problemas que te afligem à luz clara da mensagem da Boa Nova e examina as dificuldades que te perturbam ante a inspiração consoladora do Cristo.
Dedica uma das sete noites da semana ao Culto Evangélico no Lar, a fim de que Jesus possa pernoitar em Jesus Contigo.
Não demandes a rua, nessa noite, senão para os inveitáveis deveres que não possas adiar.
Demora-te no Lar para que o Divino Hóspede, aí também, se possa demorar.
E, quando as luzes se apagarem à hora do repouso, ora mais uma vez, comungando com Ele, como Ele procura fazer, a fim de que, ligado a ti, possas, em casa, uma vez por semana, em sete noites, ter Jesus contigo.

Joanna de Ângelis


Significado do Culto no Lar

“Quando o ensinamento do Mestre vibra entre quatro paredes de um templo doméstico, os pequeninos sacrifícios tecem a felicidade comum.”


Qual é a finalidade dessa reunião no lar?

1. Estudar o Evangelho de Jesus possibilita compreender os ensinamentos cristãos, cuja prática nos conduz ao aprimoramento moral.

2. Criar em todos os lares o hábito de se reunir em família, para despertar e acentuar nos familiares o sentimento de fraternidade.

3. Pelo momento de paz que o Evangelho proporciona ao Lar, pela união das criaturas, propiciando a cada um uma vivência tranqüila e equilibrada.

4. Higienizar o Lar por pensamentos e sentimentos elevados e favorecer a influência dos Mensageiros do Bem.

5. Facilitar no Lar e fora dele o amparo necessário diante das dificuldades materiais e espirituais, mantendo operantes os princípios da vigilância e da oração.

6. Elevar o padrão vibratório dos componentes do Lar e contribuir com o Plano Espiritual na obtenção de um mundo melhor.

7. Tornar o Evangelho conhecido, compreendido, sen tido e exemplificado em todos os ambientes.


Como fazer?
Escolha, na semana, um dia e horário em que a família possa se reunir durante mais ou menos trinta minutos. 
Crianças também podem fazer parte da reunião. Pode ocorrer a presença de visitantes ocasionais e, neste caso, podem ser convidados a participar; caso não sejam espíritas, devem ser esclarecidos sobre a finalidade da reunião. 
Há inclusive a possibilidade da reunião ser realizada por uma só pessoa – o roteiro a ser seguido é o  mesmo.



Roteiro para Reunião doméstica: 

1. Início da reunião – prece simples e espontânea;

2. Leitura de O Evangelho Segundo o Espiritismo – começar desde o prefácio, lendo um item ou dois sempre em seqüência;

3. Comentários sobre o texto lido – devem ser breves e contando com a participção dos presentes, evidenciando o ensino moral aplicado às situações do dia-a-dia;

4. Vibrações e fluidificação das águas – Pela fraternidade, paz e equilíbrio de toda a Humanidade, por todos os governantes e por aqueles que têm sob a sua responsabilidade crianças, jovens, adultos e idosos; pela implantação e vivência do Evangelho em todos os lares; pelo próprio lar dos participantes, mentalizando paz, harmonia e saúde para o corpo e para o espírito e solicitando a equipe médica espiritual a colocação da medicação fluídica nas águas expostas sobre a mesa de acordo com a necessidade orgânica de cada ser presente.

5. Agradecimentos e Pedidos – Coleque em primeiro lugar sempre o agradecimento por todas as oportunidades que recebemos do alto, sejam benefícios conforme nossos méritos, ou provacionais para reajustes morais. Pode-se pedir pelos parentes, amigos, por pessoas que não participem do círculo de amizades e por toda Humanidade.

6. Prece de encerramento – Simples, sincera e espontânea, como meio de diálogo com Deus, Jesus e todos os bons espíritos que  nos inspiram a fé e a esperança de dias melhores.

Os livros que podem ser recomendados: 
1. O Livro A Conduta Espírita ( que fortalece e reforça a nossa postura moral diante de várias circunstâncias do cotidiano)
2. O Evangelho Segundo o Espiritismo (Allan Kardec) - Fundamental
3 . Livros recomendados: 
3.1 - Caminho, Verdade e Vida, Pão Nosso, Fonte Viva, Vinha  de Luz (Emmanuel)
3.2 - Agenda Cristã (André Luiz)
3.3 - Jesus no Lar - Alvorada Cristã (Neio Lúcio)
3.4 - Luz no Lar (Autores diversos)
3.5 - Deus aguarda - Evangelho em Casa (Meimei)  e outros de conteúdos  semelhantes.



A importância do Lar, na educação moral
É, no lar que os Espíritos se reencontram, sob o mesmo teto, na condição de pais, filhos e irmãos; nesse ambiente, são oferecidas as oportunidades de novo aprendizado moral, possibilitando aos reencarnados exercitarem-se no campo afetivo, desenvolvendo a fraternidade, a solidariedade, enfim, os sentimentos derivados do amor.
Assim, a função educadora e regeneradora da família é extremamente delicada e importante, quando se atribui à reencarnação a oportunidade de ascensão na escala evolutiva, através de novas experiências, no campo intelectual e moral.
Coerente com essa visão, afirma Emmanuel:

“A melhor escola, ainda é o lar, onde a criatura deve receber as bases do sentimento e do caráter”.

dowload do livreto aqui

Sugestões para divulgação clique aqui



quarta-feira, 19 de outubro de 2011

Oportunidade Para Ser Feliz

Deus não faz pessoas iguais. 
Isto significa que as nossas sensibilidades são diferentes. 
Nós não somos iguais! 
E algumas pessoas jogam pedras por ciúme, inveja e vingança. Porque não podem ser o que você é, não podem ter o que você tem e não conseguem fazer o que você faz. 
E não importa o tamanho que elas possam vir a ter sobre a sua vida, você sabe que vai vencê-las. 
A vitória que vence o mundo é a nossa fé. 
Porque com ela você é capaz de receber qualquer pedrada e permanecer em pé. 
Quando você tem Deus no coração, no meio das pedradas da vida, Ele forma um escudo em torno de você, que irá te proteger. 
E só quem tem conhecimento do caminho divino pode entender porque as pessoas jogam pedras... Os seus olhos só precisam estar fixos em Deus. Dessa forma, você não vai olhar o tamanho da pedra, olhar para si mesmo ou se importar com quem as jogam. Deus não nos promete livrar das pedradas da vida, mas nos oferece o conhecimento da fé e sua proteção para que não vivamos marcados com feridas causadas por outras pessoas.
A vida continua, e continuará mais leve se você for verdadeiro consigo para que a tua harmonia cause bem estar aos seus companheiros. 

Que teu dia seja abençoado!

sexta-feira, 14 de outubro de 2011

Uma grande aula para o iniciante da mediunidade.







Foi perguntado a Divaldo P. Franco: "Você já se sentiu de alguma forma prejudicado pelo Espiritismo?" 
Uma grande aula para o iniciante da mediunidade neste vídeo abaixo.









Senti uma vontade enorme de inserir esse post, pois no início do meu dia durante a minha prece, tenho por hábito abrir aleatóriamente uma página do meu livrinho de cabeceira - "NO PORTAL DA LUZ (pelo espírito de Emmanuel psicografia de Francisco Cândido Xavier) - e foi até interessante porque eu pedi aos meus mentores que me conduzissem através da mensagem escolhidas por eles e então abri na página dessa mensagem...

MÉDIUM E DOUTRINA
     Imperioso separar o médium da Doutrina Espírita, como não se deve confundir a ciência com o cientista. 
     A ciência é um tesouro intangível de conhecimento superior. 
     O cientista é o veículo que a expressa.
     A ciência, como patrimônio espiritual, jamais se deteriora, mas, o cientista na condição de instrumento humano pode falhar, conquanto, muitas vezes, se recupere.
     Comparemos, ainda, a Nova Revelação e a peça medianímica à usina e à lâmpada. 
     A lâmpada, em muitas circunstâncias, experimenta o colapso dos próprios implementos, deixando-nos na sombra, entretanto, a usina permanece incólume, pronta ao fornecimento da energia necessária à sustentação da luz em lâmpadas outras que se lhe ajustem às correntes de força. 
     Ainda na condição de lâmpada, o médium está sujeito à interpretação individual de que se faça objeto, assim como a luz da lâmpada obedece à coloração que lhe seja própria. 
     A usina está construída sobre princípios matematicamente exatos, contudo, as lâmpadas diferenciadas entre si, consumindo, às vezes, quotas iguais de força, emitirão luz verde, azul, vermelha ou amarela, segundo os materiais que lhes filtrem os raios. 
     Razoável, assim, que se nos compete gratidão e respeito para com o cérebro mediúnico de que nos servimos, isso não é razão para que nos eximamos do dever de estudar os princípios doutrinários para discernir com eficiência. 
     Ainda aqui, é justo considerar que é imprescindível ajudar as lâmpadas para que as lâmpadas nos ajudem.  Cada uma delas, ante a usina, se caracteriza por determinado potencial e solicita apoio na voltagem certa com o amparo de recursos essenciais. 
     Ninguém exija do médium prodígios que o médium não pode dar. E quando o médium sirva nobremente à verdade, que se lhe evite o clima de idolatria e bajulação. 
     Onde seja preciso elogiar a honestidade para que a honestidade funcione, a perturbação está prestes a sobrevir. 

.... Compreendi o recado da espiritualidade, somos um conjunto de peças que necessitam serem lubrificadas por boa qualidade de sabedoria e ações fraternas. Sem isso as engrenagens não executam com harmonia todo o seu trabalho. 

Peço desculpas aos amigos, se sumi durante esses dois dias, mas, foi por uma boa causa. Precisei afastar-me para ler, pois das minhas necessidades profundas fez-se necessário a leitura e o isolamento para tamanha compreensão. Por tanto, lendo Divaldo não poderia deixar de registrar aqui essa nota em que ele esclarece sobre  A LEI DOS FLUÍDOS... 


"A mediunidade, para continuar a ser desenvolvida, vai exigir do indivíduo disciplinas morais, porque as  disciplinas morais fá-lo-ão atrair entidades respeitáveis. "Dize-me com quem andas e eu te direi quem és. Dize-me que és, e eu caracterizarei as tuas companhias."
Portanto, é necessário que o médium se moralize, para que os Espíritos simpáticos e nobres que com ele se afinem, passem a ajudá-lo.
É indispensável ao médium estudar, para que compreenda como é o mecanismo da mediunidade. O estudo da Doutrina é muito importante, sobretudo, nos dias atuais, quando vemos proliferar a mediunidade desordenada, a serviço de interesses subalternos em proveito pessoal.
Um médium que cultiva o estudo sério se conscientiza de suas responsabilidades perante a faculdade que detém.
Sabe-se que, por exemplo, a respeito de certa prática que vem ocorrendo, em que médiuns podem receber qualquer Espíritos. Isso não corresponde à verdade, pois existe a lei dos fluídos, em que os semelhantes se atraem e os contrários se repelem. É uma lei básica da Física.
Portanto, os médiuns não podem receber os Espíritos que estejam acompanhando outras pessoas como hoje se faz, e as pessoas ingênuas dão crédito, de realidade, pedindo que o obsessor de José incorpore na mediunidade Antonio. Isso só será possível se houver identidade fluídica; não havendo, não acontecerá. Há Espíritos levianos que gostam de distrair-se com nossa ignorância. Incorporam e fingem ser aquele que foi evocado. Por isso, o Espiritismo evita as evocações, porque nem todos os Espíritos chamados têm condições de atender, ou permissão para isso.
O Espíritos também têm ocupações, deveres, e existem leis que lhes regem o comportamento. 
Às vezes, eles podem vir, mas não lhes é permitida a oportunidade de se comunicarem, para provação de quem evoca ou para sofrimento deles mesmos, por falta de méritos. Espíritos levianos, interesseiros, vêm e assumem a personalidade, enganando e mentindo. (Fonte para estudo, O Céu e o Inferno, 1a. parte, cap. XI).
Também não tem a mediunidade a função de descobrir tesouros ocultos, heranças, pessoas desaparecidas.
Afirmou Kardec com estas palavras: A função da mediunidade é promover o progresso da humanidade. Mas não é porque ele o disse, é porque os Espíritos superiores assim elucidaram. 
A mediunidade tem uma função muito mais nobre do que encontrar a pedra de brilhante que se perdeu e a gente quer achá-la. Pode ocorrer que Espíritos ociosos e brincalhões digam, mas será sempre através de um fenômeno frívolo e fútil de uma mediunidade que está em mãos boas e más, correndo o perigo de permanecer nas negativas. Dessa forma, cabe ao médium aplicar-se à consciência da finalidade da tarefa, dedicando-se à lei mais alta da criação, que é a Lei do Amor personificada na Caridade. 
Toda moral de Jesus se resume na caridade e na humildade, isto é, nas duas virtudes, contrárias ao egoísmo e ao orgulho. Em todos os seus ensinos, Ele aponta essas virtudes, como sendo as que conduzem à eterna felicidade. ( Fonte para estudo, O Evangelho Segundo o Espiritismo, cap. XV)
A sua ação de caridade é efeito natural de sua moralização. Só as pessoas moralizadas praticam  a caridade. As pessoas não moralizadas têm crises de filantropia, têm explosões de generosidade, têm momentos de altruísmo, mas não têm a ação da caridade, pois que essa exige abnegação, renúncia, devotamento, compaixão, sentimento solidário, mas só quem tem controle moral sobre imperfeições é que pode reunir essas qualidades morais. 
Daí a moralização precede à ação da caridade, fazendo com que os Espíritos bons passem a amar aquele 
instrumento que é dúctil e maleável às boas tendências.)

Então achei muitíssimo importante esse texto. Não espero agradar leitores, mas espero que os posts possam ser fontes de aprendizagem e ajuda, assim como tem sido para mim. Pois cada texto que leio e copio para o meu blog tem me ajudado muito. 



quinta-feira, 13 de outubro de 2011

O amor é uma força que nos impulsiona a enfrentar nosso maior medo para proteger quem amamos

Que amor é este?!
Enquanto muitos dos progenitores matam sua semente por medo de enfrentar as situações adversas da vida, por outro lado, nos surpreendemos com atitudes tão nobres e ao mesmo tempo tristes que nos emocionam e nos dão esperanças de que há homens de bem que lutam em nome do AMOR.

Esta é uma verdadeira história de sacrifício da mãe durante o terremoto no Japão. 
Depois que o terremoto acalmou, quando os BOMBEIROS chegaram as ruínas da casa de uma jovem mulher, viram seu corpo morto através das rachaduras. Mas a pose era de algum modo estranha... ela ajoelhou-se como uma pessoa que estava adorando: seu corpo estava debruçado para a frente, e suas duas mãos estavam apoiando algo. A casa caiu ... caiu em suas costas e cabeça. Com tantas dificuldades, o líder da equipe socorrista colocou a mão através de uma fenda na parede para alcançar o corpo da mulher. Ele estava esperando que a mulher pudesse estar viva. No entanto, o corpo frio e duro disse-lhe que ela tinha morrido... Ele e o resto da equipe deixou a casa e estavam indo para procurar o prédio ao lado que entrou em colapso. Por algumas razões, o líder da equipe foi impulsionado por uma força irresistível a voltar para a casa da mulher morta. Novamente, ele ajoelhou-se e através das rachaduras estreitas, pesquisou o pouco espaço de baixo do corpo morto. De repente, ele gritou com entusiasmo: "Uma criança! Há uma criança! "Toda a equipe trabalhou em conjunto; eles removeram cuidadosamente as pilhas de objetos entre as ruínas, em volta da mulher morta. Havia um menino de 3 meses de idade enrolado em um cobertor florido sob o corpo morto de sua mãe. Obviamente, a mulher tinha feito um último sacrifício para salvar seu filho. Quando sua casa estava caindo, ela usou seu corpo para fazer uma capa para proteger seu filho. O menino ainda estava dormindo pacificamente quando o líder da equipe o pegou. O médico chegou rapidamente para examinar o menino. Depois ele abriu o cobertor, e viu um telefone celular dentro do cobertor. Havia uma mensagem de texto na tela que dizia: "Se você puder sobreviver, você deve se lembrar que eu te amo." Este celular foi passando em torno de uma mão para outra.Todos que leram a mensagem se emocionaram. 

"Se você sobreviver, você deve se lembrar que eu te amo." Tal é o amor  incondicional da mãe por seu filho! 

Que tenhamos discernimento para refletir sobre a vida, o quanto nos é valiosa, cada vez que respiramos e por quem respiramos. Quantas vezes não dormimos a noite, para oferecermos o conforto e o chamego para nossos filhos. 
Mas, mesmo assim, não perderemos nunca por hábito do amor, graças a Deus, a nossa compostura de proteção espiritual que utilizamos sempre como nos é permitido e nos convém. Deus, nos oferece possibilidade inúmeras para usarmos como podemos o nosso amor. E onde quer que essa mãe esteja, com certeza, a sua paz de espírito estará com ela, pois sabe que sua missão se cumpriu - ela salvou dos destroços alguém quem ela mais ama, seu filho.
E quantos outros que na rua moram, sem abrigo para proteger-lhe do frio, da fome e da agressividade humana? 
Não me perguntem se durmo ao imaginar essas cenas, mas o que me fortalece é o pouco que posso fazer por tantos que cruzam o meu caminho. E se o sentimento de impotência me atinge, lembro-me sempre de Jesus que me fortalece para um novo dia poder ajudar.  Pior que a miséria física, é ter tudo e não levar se quer um sorriso na alma em direção de quem é rejeitado pela sociedade. 
Então, qual é o propósito de vivermos neste mundo sem compartilharmos o mínimo que temos para aliviar as dores da alma alheia que nada tem?  Ao menos, ajudemos a devolver-lhes a dignidade.

Leonor 



quinta-feira, 6 de outubro de 2011

O vício não pede licença e nem escolhe a idade - Pais são exemplos vivos.

Leonor Vieira

Ha pouco tempo, fui convidada para um evento e pude perceber a grande quantidade de crianças que fugiam a observância dos pais. Eram idades diversificadas, entre 1 e 16 anos. Tenho por hábito observar, e algo me chamou muito atenção. Uma criança de aproximadamente 6 anos estava tomando o resto da cerveja das latas. E os pais estava perto, vendo isso e acharam que ela estava só brincando. 
Primeiro - Lata de cerveja vazia ou cheia, não é brinquedo de criança, daí o primeiro ato seria troca-la por um brinquedo de verdade e explicar o porque dessa troca.
Segundo - Se os pais não ligam, por que a criança iria se preocupar com eles?

Sabem por que os crimes aumentaram? Os acidentes excederam um número assustador?  Os pais podem responder essa pergunta, mas, a grande maioria se acomodou pelo simples fato de não querer ter trabalho com isso. 

E eu venho fazendo essa pergunta: Será que para impor limite, um pai se disciplina para oferecer um bom exemplo ao seu filho?

Lamento informar a essa sociedade humana, mas o número de irresponsáveis vem aumentando e com eles seus frutos podres.  O exemplo ainda é tudo. Quer um filho na retidão moral? 
Trabalhe para isso em você primeiro, como pai ou mãe. 

Não adianta lamentar porque o filho ingere álcool ou usa drogas se você mesmo não manteve a observância dos momentos, ou não deu o exemplo.
Num futuro próspero, seu filho será apenas o reflexo dos hábitos dos pais.  A sociedade não tem culpa pela iniciação de um jovem ao  vício, os maiores responsáveis ainda são os pais. 
O que vocês pais fazem para que seu filho tenha um bom dia desde o momento que ele acorda, já tomou o café da manha com ele? Perguntou o que sonhou durante a noite, ou se ao menos dormiu bem? Já perguntou como foi as aulas do dia? Quem é o professor de determinadas matérias e quais atividades tem para fazer no lar?
Já se dedicou alguns momentos a brincar com seus filhos? Diariamente você os abraça e diz o quanto os ama?
Pois é, senhores pais, essa é a sua missão. Para conduzir a sua manada, você como pastor deve saber o estado e condições que suas ovelhas e cordeiros se encontram. 
Como vocês querem culpar a sociedade como um todo se não buscam a ORIGEM de tudo, E COMO SÃO OS SEUS HÁBITOS DIÁRIO EM FAMÍLIA?
E se você acha que oferece bons exemplos e mesmo assim seu filho aponta má inclinação ao vício, não pare por aí, vá atrás, e tente saber o porque dessas atitudes que foge ao padrão de educação que você ofereceu a eles. Um pai conhece sua cria tão bem, como Deus nos conhece. E foi o Onipotente que te confiou um filho ou filha, então, o que será que está faltando nesta educação?

Se cada pai, souber orientar, disciplinar e educar bem os seus filhos, a sociedade voltará ter a harmonia. Pois, estamos num momento crítico que aponta que pais não estão dando o devido valor a confiança que Deus lhe depositou. E serão os próprios pais que responderão por isso, ou aqui  neste plano terrestre através de provações, ou em outra esfera.  A responsabilidade tem dono, e  a esse cabe atenção e dedicação com bons exemplos. 

O vício não pede licença e nem escolhe a idade, e por isso, convido a todos os pais a uma MUDANÇA DE HÁBITO, sempre há tempo. Comece essa mudança por vocês pais. Se seu filho fuma ou bebe precocemente, a responsabilidade é única e exclusivamente sua. A sociedade é apenas um instrumento de dever de casa em vossas mãos, e ela vai oferecer o vício, e essa é a prova da verdade para saber se seu filho está sendo bem orientado no lar. 
Sim, digo por mim, por ser filha de ex-fumantes, nunca me lembro de ver meus pais fumarem perto de mim, ou velos com um cigarro na boca. Se você não consegue deixar o vício, pelo menos, não faça na presença de seus filhos. Você sempre será o espelho que refletirá neles os seus hábitos e atitudes hoje e no futuro. 
Todos nós já nascemos com uma predisposição orgânica ao vício por que somos espíritos imperfeitos, cabe a  nós pais não estimularmos mais a predisposição torta de nossos filhos. Essa é a maior educação, lapidar sabendo que vamos continuar um trabalho de disciplina e não de destruição moral. 
O pior é que uma droga abre a porta da dependência para as demais, e o mal não anda sozinho quando quer te destruir.
E ainda reforço, se cada lar, ao menos tentar se corrigir, amanhã poderá tentar levar paz e harmonia com Deus em seu lar, e como efeito dessa causa poderemos até ter uma nação mais equilibrada, com pessoas mais conscientes e um planeta mais leve. 
E enquanto isso não acontece, a providência se incumbe do que nós seres encarnados, por comodismo não cumprimos.

Alguns vídeos deste blog para que vocês possam refletir sobre o futuro de seus filhos. Assista abaixo: 



Num texto do Jornal O GLOBO li essa triste história:

    Marcos Santos, de 16 anos, experimentou cerveja pela primeira vez aos 11, numa festa. Ele lembra que não gostou do sabor, mas começou a consumir a bebida sempre que saía com os amigos.
    Com o tempo, passou a usar outras bebidas, como tequila. Quando se deu conta, já estava bebendo álcool com mais freqüência do que gostaria. E, quando seus pais viajavam, convidava os amigos e não hesitava em abrir garrafas do bar.
    Há seis meses, bebeu tanto no aniversário de uma amiga que desmaiou no banheiro e saiu carregado para o pronto-socorro. Foi quando seus pais perceberam que precisava de ajuda.
    - Ele começou a beber por influência dos amigos e perdeu o controle da situação - conta Márcia, mãe de Marcos.
     A história de Marcos é não um fato isolado.

    Pesquisa feita pelo Centro Brasileiro de Informações sobre Drogas Psicotrópicas (Cebrid) com 15.503 estudantes do Primeiro e Segundo graus, em dez capitais, mostra que o álcool é a droga preferida entre esses jovens, com discreto predomínio do sexo masculino. E o início é precoce.
    Cerca de 50% dos alunos entre 10 e 12 anos já consumiram bebidas alcoólicas.
   Outro dado preocupante é que 28,6% beberam pela primeira vez em casa e, em 21,8% dos casos, as bebidas foram oferecidas pelos pais.
   Os amigos também influenciam. O estudo do Cebrid revelou que 23,81% dos estudantes beberam pela primeira vez devido às pressões do grupo de amigos e 28,9% já usaram álcool até se embriagar.
  Segundo médicos e psicólogos, o alcoolismo entre os jovens está se tornando incontrolável. De acordo com o questionário do Cebrid, 11% dos estudantes brigaram após beber e 19,5% faltaram à escola.
    O psiquiatra e psicoterapeuta Mario Biscaia, especialista em dependência química, tem uma pesquisa recente sobre o alcoolismo entre os jovens e está preocupado.
    - O uso do álcool entre os jovens aumenta o número de acidentes, prejudica o rendimento na escola e contribui para o início precoce do alcoolismo, que pode estar associado a outras drogas - diz Biscaia.
    Numa pesquisa com 170 adolescentes atendidos na Casa do Lins (um centro especializado em usuários abusivos de drogas), a equipe constatou que 7% dos adolescentes usavam álcool associado à maconha e à cocaína.

A vida é maravilhosa, e também é eterna. Cabe nós fazermos dela o CÉU ou INFERNO. 

VOCÊ SEMPRE SERÁ RESPONSÁVEL PELO SEU ATO E OS ATOS DE SEUS FILHOS





segunda-feira, 3 de outubro de 2011

Verifique se é hora de cuidar de sua mediunidade

Extraído do Livro  Psicologia e Mediunidade
Autor: Adenáuer Novaes 
Leia atentamente as perguntas abaixo e responda sim ou não. Elas podem apresentar indícios de incômodos com sua mediunidade. Não são patologias, mas sinais indicadores de que você deve se preocupar com sua mediunidade.

1. Alguma vez já lhe chegou às mãos um livro espírita para que lesse? Em caso negativo, procure conhecer sua mediunidade, ao menos teoricamente, lendo O Livro dos Médiuns assim como outras obras de Allan Kardec;

2. Suas conversas com os amigos sempre acabam por girar em torno do espiritual? Caso você tenha preconceito em relação a esse assunto verifique sua proximidade com o místico e o transcendente ou quão distanciado se encontra. Estar lendo este livro, por exemplo, é um dos indícios;

3. Tem lhe ocorrido sonhar com pessoas que já faleceram ou ter sonhos premonitórios? Verifique a quantidade e freqüência com que se lembra de seus sonhos, sobretudo aqueles nos quais aparecem pessoas que já morreram e passe a anotá-los;

4. Ultimamente você tem recorrido à religião ou a práticas místicas para solução de seus conflitos? Quando o fizer aproveite também para refletir sobre seus processos internos não resolvidos;

5. Você tem presenciado fenômenos espíritas ou ouvido relatos sobre eles que lhe despertaram a curiosidade? Caso negativo, passe a verificar a ocorrência de fenômenos em sua vida, para os quais você não encontre uma solução lógica e racional;

6. Já lhe ocorreram fenômenos de sincronicidade2, os quais lhe têm causado surpresa? Em caso negativo, passe a observar a freqüência com que eles podem estar ocorrendo em sua vida e relacione-os com seu mundo interior;

7. As pessoas a sua volta costumam convidar-lhe a que busque sua espiritualidade? Caso não tenha acontecido, aproveite agora para atender ao apelo e entrar em contato com o sagrado em você. Não espere mais tempo, pois a vida nos convida de muitas maneiras quando estamos preparados;

8. Tem surgido, internamente em você, o desejo forte de se ligar a uma religião ou ao desenvolvimento de sua mediunidade? Não espere que o desejo surja; dedique-se desde já a seu desenvolvimento espiritual, a fim de não desencarnar sem iniciar o encontro com o divino;

9. Têm ocorrido alterações freqüentes na qualidade de seu sono? Verifique se você tem tido muita insônia ou pesadelos, pois esses são fortes indícios de influências espirituais. Em caso positivo, busque ajuda espiritual e psicológica. Em caso negativo, nada que se preocupar;

10. Você tem tido sensações de desmaio, falta de ar, medo sem causa aparente, taquicardia e sensação de presenças a sua volta? Caso esses sintomas ocorram simultaneamente, procure logo lidar com sua mediunidade, pois ela está relacionada a essas ocorrências.
Caso você tenha dito sim a pelo menos um terço das afirmações acima, é sinal de que sua mediunidade está precisando de que você dedique-se  a ela, se dedique com seriedade. Vá em frente. Não perca mais tempo. Tenha certeza de que será muito importante para sua vida e para seu futuro espiritual.

Dedicar-se à mediunidade é estudá-la e exercitá-la visando sua própria felicidade, bem como fazer de seu uso um dos vetores da realização pessoal. 
Exercer a mediunidade apenas para ajudar o próximo pode ser equívoco, pois faltará o ajudar-se a si mesmo colocando-a a serviço do processo de desenvolvimento espiritual.
Algumas pessoas passam a encarnação dedicando-se ao exercício da mediunidade a serviço do próximo, e chegando a certa idade perguntam-se para quê e qual o seu significado na própria realização pessoal.
O exercício da mediunidade não está dissociado do processo de realização pessoal, pois a vida exige que cada um, além de ajudar o próximo, observe a si mesmo e cuide de seu mundo íntimo.

Exercitar a mediunidade é uma atividade que requer estudo em face da complexidade do assunto e dos inconvenientes que podem ocorrer. 

Procure maior esclarecimento na Obra de Allan Kardec no Livro dos Médiuns. 

Diário de um Doutrinador - Autor: Luiz Gonzaga Pinheiro
É um livro muito interessante para quem se interessa por desobsessão. Obras com esse tema sempre nos ajudam a conhecer a mente dos irmãos que ainda caminham pelas trilhas do mal e do sofrimento, distanciando-se da Luz e da Verdade. 


NOTA...: O médium não evangelizado e não educado para servir no Bem ao próximo, sem interesse e com humildade, geralmente se atrapalha em suas próprias inferioridades. Sabemos que os espíritos são como nós: inferiores, superiores, interesseiros, bons, maus, sábios, evoluídos, zombeteiros, enfim de todas as qualidades, de acordo com a evolução moral e/ou intelectual que tenha atingido até‚ então e se ligam a nós pela sintonia mental, ou seja, iguais ou semelhantes se atraem.


domingo, 2 de outubro de 2011

Escala Espírita


Introdução  ao Estudo da Doutrina Espírita
Autor: Allan Kardec
     Um dos mais importantes, de todos os princípios fundamentais da Doutrina Espírita, é incontestávelmente aquele que estabelece as diferentes Ordens de Espíritos. Pensou-se no começo das manifestações que um ser, por isso mesmo que é Espírito, deveria ter a ciência infusa e a suprema sabedoria e muita gente se julgou de posse de meios infalíveis de adivinhação. Esse erro ocasionou muitos equívocos. 
Em breve a experiência demonstrou que o mundo invisível está longe de encerrar apenas Espíritos superiores; eles próprios nos informam que não são iguais nem em saber, nem em moralidade, que a sua elevação, depende do grau de perfeição a que tenham chegado. 
     Traçaram eles os caracteres distintivos desses  diversos graus que constituem o que denominamos Escala Espírita.
Desde logo a diversidade e as contradições de sua linguagem foram explicadas e se compreendeu que, entre os Espíritos, como entre os homens, ´para saber uma coisa não nos devemos dirigir ao primeiro que nos aparecer. 
     Essa escala dá-nos assim a chave de uma porção de fenômenos e anomalias aparentes, das quais seria difícil, senão impossível, darmo-nos conta sem o seu auxílio. Além do mais ela nos interessa pessoalmente, porque, pela nossa alma, pertencemos ao mundo espírita, no qual entramos ao deixar a vida corporal e, ainda, porque ela nos mostra o caminho a seguir a fim de chegar à perfeição e ao supremo bem. 
     Sob o ponto de vista da ciência prática ela nos fornece o meio de julgar os Espíritos que se apresentam nas manifestações e de apreciar o grau de confiança, que sua linguagem nos deve inspirar. Esse estudo requer uma observação atenta e constante: não preciso tempo e experiência para aprender a conhecer os homens e não menos são necessários para aprender a conhecer os Espíritos.
     A escala espírita compreende três ordens principais indicadas pelos Espíritos e perfeitamente assinaladas. À vista de essas ordens apresentarem diversas cambiantes, dividi-las-emos em diversas classes designadas pelo caráter dominante dos Espíritos que delas fazem parte. Todavia essa classificação nada tem de absoluto; cada categoria só oferece um distintivo marcante no conjunto; mas de um a outro grau a nuança se apaga, como nos reinos da natureza, como nas cores do arco-íris ou ainda como nos vários períodos da vida. 
     O homem dos vinte aos quarenta anos de existência, experimenta notável mudança; aos vinte é um homem moço, e aos quarenta, feito; Mas entre as duas fases da vida seria impossível estabelecer uma linha de demarcação e dizer onde termina uma e começa a outra. O mesmo se dá  quanto aos graus da escala espírita. Além do mais observamos que os Espíritos não pertencem sempre e exclusivamente a esta ou àquela classe; o seu progresso só se realiza gradualmente e, muitas vezes, mais num sentido do que em outro, com o que podem reunir caracteres de diversas categorias, o que é fácil de saber através da linguagem e das ações deles.
     Iniciamos a escala pelas ordens inferiores por ser o ponto de partida dos Espíritos que se elevam gradativamente dos últimos aos primeiros postos. 

TERCEIRA ORDEM - ESPÍRITOS IMPERFEITOS
Características gerais - Predominância da matéria sobre o Espírito, propensão para o mal, ignorância, orgulho, egoísmo e todas as más paixões que são decorrência de tudo isto. 
     Possuem a intuição de Deus, mas não o compreendem. 
     Nem todos são essencialmente maus; em alguns há mais leviandade, inconsequência e malícia do que verdadeira maldade. Uns nem fazem o bem nem o mal; porém denotam inferioridade pelo simples fato de não fazerem o bem. Outros, pelo contrário, comprazem-se no mal e ficam satisfeitos quanto se lhes apresenta ocasião de o praticar. A inteligência podem aliar a maldade ou a malícia; mas, seja qual for o seu desenvolvimento intelectual, as suas idéias são poucas elevadas e os seus sentimentos são mais ou menos abjetos. 
     Os conhecimentos deles acerca das coisas do mundo espírita são limitados e o pouco que sabem se confunde com as idéias e os preconceitos da vida corporal. Não nos podem dar senão noções falsas e incompletas; porém o observador atento sempre lhes descobre nas comunicações, mesmo imperfeitas, a confirmação das grandes verdades ensinadas pelos Espíritos Superiores. 
     O seu caráter se revela pela linguagem. Todo Espírito que, nas suas comunicações, trai um mau pensamento, pode ser catalogado na terceira ordem; consequentemente, todo mau pensamento que nos é sugerido provém de um Espírito dessa ordem. 
     eles vêem a felicidade dos bons, o que lhes é um tormento incessante, pois experimentam todas as angústias produzidas pela inveja e pelo ciúme. 
     Conservam a lembrança e a percepção dos sofrimentos da vida corporal e essa impressão é por vezes mais penosa que a realidade. Sofrem pois realmente os males que suportaram e os que causaram aos outros e, como sofrem muito tempo, crêem sofrer sempre; Deus, para puní-los, quer que pensem que assim é. 
     Podem ser divididos em quatro grupos principiais. 

  • Nona Classe: ESPÍRITOS IMPUROS - são inclinados ao mal, que convertem em objeto de suas preocupações. Dão, como Espíritos, pérfidos conselhos, insuflam a discórdia e a desconfiança e tomam todas as máscaras a fim de enganar melhor. Apegam-se às pessoas de caráter fraco, que cedem às suas sugestões, a fim de as arrastar a perdição, contentes de poderem retardar o seu progresso e de as fazer sucumbir nas provas por que passam. 
          Reconhecemo-los nas suas manifestações pela linguagem; a trivialidade e a grosseria das expressões, entre os Espíritos como entre os homens, são sempre um índice de inferioridade moral, se não intelectual. As comunicações denotam a baixeza das inclinações e, se  tentam enganar, falando de um modo sensato, não podem representar o papel por muito tempo e acabam sempre por trair a origem. 
          Alguns povos fizeram deles divindades malfazejas; outros os designaram pelos nomes de demônios, gênios maus, Espíritos dos mal.
  • Oitava Classe - ESPÍRITOS LEVIANOS - São ignorantes, malévolos, inconsequentes e zombeteiros. Metem-se em tudo e a tudo respondem sem se preocuparem com a verdade. Aprazem-se em causar pequenas contrariedades e pequenas alegrias, em fazer intrigas e maliciosamente induzir em erro, por mistificações e por espertezas. A classe pertencem aos Espíritos vulgarmente designados pelos nomes de duendes, diabretes, gnomos e trasgos. Estão sob a dependência de Espíritos Superiores, que os empregam muitas vezes, como nós fazemos com os criados. 
         Nas comunicações com os homens a linguagem é por vezes espirituosa e faceira, porém quase sempre sem profundeza; apreendem as singularidades e os ridículos, que exprimem em traços mordazes e satíricos. Se tomam nomes supostos, fazem-no mais por malícia do que por maldade. 
  • Sétima classe - ESPÍRITOS PSEUDO-SÁBIOS. São os seus conhecimentos muito extensos, porém julgam saber mais do que realmente sabem. Tendo realizado algum progresso sob vários pontos de vista, sua linguagem possui um caráter sério, que pode enganar quanto à sua capacidade e às suas luzes; entretanto o mais das vezes não passa de um reflexo dos preconceitos e das idéias sistemáticas da vida terrestre; É uma mistura de algumas verdades com os mais absurdos erros, em meio dos quais despontam a presunção, o orgulho, a inveja e a teimosia dos quais não puderam despojar-se. 
  • Sexta classe - ESPÍRITOS NEUTROS - Não são nem suficientemente bons para fazerem o bem, nem suficientemente maus para fazerem o mal; inclinam-se para um e para outro, não se elevam acima da vulgaridade humana, quer quanto ao moral, quer quanto à inteligência. Apegam-se às coisas do mundo, de cujos prazeres grosseiros sentem saudades. 

SEGUNDA ORDEM - BONS ESPÍRITOS
Caracteres Gerais - Predominância do Espírito sobre a matéria; desejo do bem. As qualidades e o poder de praticar o bem são proporcionais ao grau já atingido: uns têm ciência, outros sabedoria e bondade; os mais adiantados reúnem o saber às qualidades morais. Conservam, mais ou menos, por não se acharem ainda completamente desmaterializados, os traços da existência corpórea, conforme a sua classe, quer na forma de linguagem, quer nos hábitos, onde se registram até alguns sestros. Não fosse isto, seriam Espíritos Perfeitos.
     Compreendem Deus e o infinito e já desfrutam da felicidade dos bons. Sentem-se felizes pelo bem que fazem e pelo mal que impedem. É-lhes fonte inefável de felicidade o amor que os une, que não alteram nem a inveja, nem os remorsos, nem qualquer das paixões inferiores que atormentam os Espíritos Imperfeitos; mas todos tem ainda que passar por provas até atingirem a perfeição absoluta. 
     Sugerem, como Espíritos, bons pensamentos, desviam os homens do caminho do mal, protegem na vida aqueles que se tornam dignos e neutralizam a influência dos Espíritos Imperfeitos sobre aqueles que não se comprazem nessas influências. 
     São, quando encarnados, bons e benevolentes para com os semelhantes; não são movidos pelo orgulho, nem pelo egoísmo ou pela ambição; não experimentam nem ódio, nem rancor, nem inveja ou ciúme e praticam o bem pelo bem.
     A esta ordem pertencem os Espíritos designados nas crenças vulgares como bons gênios, gênios protetores, Espíritos do bem. Nos tempos de superstição e de ignorância foram transformados em divindades benfazejas. 
     Podem ser divididos em quatro grupos principais: 
  • Quarta classe - ESPÍRITOS BENÉVOLOS - É-lhes a bondade e qualidade dominante; comprazem-se em prestar serviços aos homens e em os PROTEGER; porém o seu saber é limitado e o progresso que realizam é mais no sentido moral do que no intelectual. 
  • Quinta classe - ESPÍRITOS SÁBIOS - Aquilo, que os distingue é especialmente a extensão dos conhecimentos. Preocupam-se menos com as questões morais do que com as científicas, para as quais tem mais aptidão; porém só encaram a ciência do ponto de vista da sua utilidade e não a misturam com qualquer das paixões características dos Espíritos Imperfeitos.
  • Terceira classe - ESPÍRITOS DE SABEDORIA - As qualidades morais de ordem mais elevada constituem o seu caráter distintivo. Se bem que não possuam conhecimentos ilimitados, são dotados de uma capacidade intelectual que lhes permite um julgamento reto acerca dos homens e das coisas. 
  • Segunda classe - ESPÍRITOS SUPERIORES - Reunem ciência, sabedoria e bondade. A linguagem só transpira benevolência; é sempre digna, elevada, sublime por vezes. A superioridade os torna, mais que os outros, aptos a nos darem as mais justas noções acerca das coisas do mundo incorporal, dentro dos limites de conhecimento permissíveis ao homem. Comunicam-se de boa vontade com os que de boa fé buscam a verdade e cuja alma seja bastante desprendida dos lações terrenos para a compreender; mas afastam-se daqueles que são movidos pela curiosidade ou que, por influência da matéria, se desviam da prática do bem. 
          Quando, por exceção, se encarnam na terra, vem cumprir missão de progresso e então nos oferecem o tipo da perfeição a que pode aqui aspirar a humanidade. 

PRIMEIRA ORDEM - PUROS ESPÍRITOS
Caracteres Gerais - É nula a influência da matéria. Há, em relação a outras ordens de Espíritos, superioridade intelectual e moral. 

  • Primeira classe - CLASSE ÚNICA - Percorrem todos os degraus da escala e se despojaram de todas as impurezas da matéria. Por terem atingido a soma de perfeições de que é susceptível a criatura, não tem mais que passar por provas ou expiações, por não estarem mais sujeitos a reencarnação em corpos perecíveis, vivem a vida eterna, que realizam no seio de Deus. 
     Gozam de uma felicidade inalterável, porque nem estão sujeitos às necessidades, nem às vicissitudes da vida material; mas essa felicidade não é absolutamente uma ociosidade monótona, passada em perpétua contemplação.  São os mensageiros e os ministros de Deus, cujas ordens executam para a manutenção do equilíbrio universal. Comandam os Espíritos que lhes são inferiores, ajudam-nos a se aperfeiçoarem e lhes confiam missões. Suave ocupação é para eles assistir os homens nas suas aflições, estimulá-los na prática do bem e na expiação das faltas que os afastam da felicidade suprema. São por vezes designados como anjos, arcanjos ou serafins. 
     Os homens podem entrar com eles em comunicação; presunçoso entretanto seria aquele que pensasse em os ter constantemente às próprias ordens. 
     Há aqueles que erroneamente os designam pelo nome de Espíritos Incriados. Os Espíritos incriados existiram, como existir seres sem a vontade de Deus, Deus não seria Todo Poderoso. Alguns Espíritos se serviram dessa expressão, porém não este sentido. Entendiam por ela que eram os Espíritos que não mais se encarnavam e que, sob este ponto de vista, não mais serão criados como os homens. O termo é impróprio, porque dá lugar a uma falsa interpretação; aí está o inconveniente de nos atermos à letra sem perscrutar a idéia. 



Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...