Evangelho Segundo o Espiritismo
Cap. III - Há muitas moradas na casa do meu Pai (2)
Cap. III - Há muitas moradas na casa do meu Pai (2)
Diz o Apóstolo Paulo que o Cristo em nós é motivo de glória. É necessário, pois, que cada criatura vá se preparando para volta do Mestre, que não voltará para toda a humanidade de uma só vez, pois essa volta é individual. Certamente que Ele voltará, porém em cada coração, dependendo do preparo dos sentimentos, sob a influência da Boa Nova, que ajuda a desabrochar a lua no centro da própria vida.
Levar para mundos superiores espíritos sem preparo é fora da lei, da lei que regula a harmonia. O Evangelho foi escrito em muitas dimensões; basta ter entendimentos para tal. A linguagem evangélica é iniciática: Jesus falava quando necessário, no silêncio, nos gestos, assim como na presença, através de lições diferentes. O seu objetivo era educar, e continuar a ser, de modo que a instrução pudesse se evidenciar nos entendimentos das criaturas, de sorte a nos conhecermos a nós mesmos, conhecendo a Verdade.
Lembremos o Senhor, quando afirma:
Quando abrirmos nossos corações para o Mestre na santidade edificante e no aprimoramento espiritual que pede a consciência no amor, o Cristo passará a morar conosco, tornando-nos um mundo bem-aventurado, dentro da Casa de Deus.
Quando despertamos, entendendo a missão de Jesus Cristo em nós, Ele começará a operar ativamente em nosso favor, de forma mais visível, modelando nossos sentimentos, ascendendo a luz da sabedoria no campo da nossa inteligência. Esse é o seu trabalho para permanecer em nós e nós n'ele, até a consumação dos séculos, até o fim do mundo do mal.
Não devemos nos iludir de morarmos em céus fora de nós, por afirmar o próprio Mestre: "O Céu está dentro de Vós". Cada consciência é um universo sintetizado, cada espírito deve e pode ser um céu onde Deus comanda todas as diretrizes, onde esteja vivendo o amor no exercício da caridade.
Não devemos pensar em um Deus distrante. Se desejarmos uma conversa com o Senhor, basta usarmos o silêncio, para que os pensamentos possam falar na linguagem que lhes é própria, de modo que a fraternidade possa apurar todos os sentimentos, e que a força da oração nos ensine o mesmo comportamento com os nossos semelhantes, no dia a dia da vivência com eles. Assim, poderemos sentir que, verdadeiramente, o Cristo em nós é motivo de glória.
Se a terra se encontra na escala dos mundos inferiores, o progresso nos garante que ela subindo, e se não acompanharmos a lei, nos enviará para outra casa pior que ela, onde pode existir choro e ranger de dentes, porque onde o amor não consegue instruir, a dor aparecerá como mestra, acionada pela força da justiça.
Agora, precisamos de muita disciplina no mundo mental e na região do verbo, para que o raciocínio não se perca nas tempestades da ignorância.
Que Deus e Cristo nos abençoem sempre!
Levar para mundos superiores espíritos sem preparo é fora da lei, da lei que regula a harmonia. O Evangelho foi escrito em muitas dimensões; basta ter entendimentos para tal. A linguagem evangélica é iniciática: Jesus falava quando necessário, no silêncio, nos gestos, assim como na presença, através de lições diferentes. O seu objetivo era educar, e continuar a ser, de modo que a instrução pudesse se evidenciar nos entendimentos das criaturas, de sorte a nos conhecermos a nós mesmos, conhecendo a Verdade.
Lembremos o Senhor, quando afirma:
"E se eu for vos preparar lugar, voltarei e vos receberei para mim mesmo para que, onde eu esteja, estejais vós também".
Quando abrirmos nossos corações para o Mestre na santidade edificante e no aprimoramento espiritual que pede a consciência no amor, o Cristo passará a morar conosco, tornando-nos um mundo bem-aventurado, dentro da Casa de Deus.
Quando despertamos, entendendo a missão de Jesus Cristo em nós, Ele começará a operar ativamente em nosso favor, de forma mais visível, modelando nossos sentimentos, ascendendo a luz da sabedoria no campo da nossa inteligência. Esse é o seu trabalho para permanecer em nós e nós n'ele, até a consumação dos séculos, até o fim do mundo do mal.
Não devemos nos iludir de morarmos em céus fora de nós, por afirmar o próprio Mestre: "O Céu está dentro de Vós". Cada consciência é um universo sintetizado, cada espírito deve e pode ser um céu onde Deus comanda todas as diretrizes, onde esteja vivendo o amor no exercício da caridade.
Não devemos pensar em um Deus distrante. Se desejarmos uma conversa com o Senhor, basta usarmos o silêncio, para que os pensamentos possam falar na linguagem que lhes é própria, de modo que a fraternidade possa apurar todos os sentimentos, e que a força da oração nos ensine o mesmo comportamento com os nossos semelhantes, no dia a dia da vivência com eles. Assim, poderemos sentir que, verdadeiramente, o Cristo em nós é motivo de glória.
Se a terra se encontra na escala dos mundos inferiores, o progresso nos garante que ela subindo, e se não acompanharmos a lei, nos enviará para outra casa pior que ela, onde pode existir choro e ranger de dentes, porque onde o amor não consegue instruir, a dor aparecerá como mestra, acionada pela força da justiça.
Agora, precisamos de muita disciplina no mundo mental e na região do verbo, para que o raciocínio não se perca nas tempestades da ignorância.
Que Deus e Cristo nos abençoem sempre!
(Fonte: Assimilação Evangélica de João Nunes Maia pelo espírito de Miramez)
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