segunda-feira, 23 de maio de 2011

Filhos Adolescentes

    "Mas, se alguém não tem cuidado dos seus e principalmente dos de sua família, negou a fé e é pior do que o descrente". (Paulo - 1 Timóteo, 5:8)

    Os pais carregam a responsabilidade sagrada de cuidar dos filhos atendendo-os em suas necessidades físicas e morais, conduzindo-os ao caminho do bem, do trabalho, da felicidade e do amor, somente obtidos através de uma educação voltada para os valores morais elevados e com plena consciência da importância desta missão (ser pai / mãe).
    "Nem só de pão vive o homem", disse-nos Jesus, e, além do alimento que sustenta o corpo, nossos filhos precisam do alimento que sustenta a alma. O remédio trato o corpo, mas a vigilância e a discílina tratam a alma; roupas e calçados os protegem fisicamente, mas o amor e o carinho os vestem moralmente.
    Desde a concepção, iniciamos o trabalho educativo com nossos filhos e, em cada fase de seu desenvolvimento, enfrentamos desafios que se alternam nas diversas fases da vida.
    Uma das fases mais complexas que enfrentamos é a da adolescência.
   


Adolescência

    A adolescência é aquele período situado desde o início da puberdade (aproximadamente 12/13 anos) até atingir o estado adulto.
    Quando está na infância, o espírito se acha em agradativo despertar de seu acervo espiritual, arquivado na mente, em um "departamento" (setor) chamado subconsciente (onde todas as experiências das encarnações passadas estão guardadas), período este em que vai adaptando-se à nova encarnação.
    Quando a adolescência chega, este processo está completado, e paulatinamente abrem-se as comportas dessa imensa "represa" que é o subconsciente, liberando toda a carga de tendências, instintos, gostos, desejos, ideais, sentimentos, vícios e virtudes que o espírito está trazendo de seu rico passado de experiências multimilenares, criando um torvelinho na razã e no sentimento do jovem, que passará a demonstrar transformações crescentes da personalidade, com mudanças bruscas de comportamentos, atitudes, no seu caráter em si. Os pais então se assustam, muitas vezes não sabendo conviver produtivamente com seus filhos, pois a personalidade do adolescente revela uma expansão das emoções, instabilidade emocional (ora alegre, ora triste, ora entusiasmado, ora desalentado), períodos de revolta, introspecção, meditação, exaltação, um imenso vigor e vitalidade das forças físicas e psíquicas, muito idealismo, e nesta fase inicia-se o despertar da sexualidade, provocando uma alteração brusca na maneira de ver e conduzir a própria vida.
   



Deveres dos Pais

    Emmanuel diz-nos: "entretando quantas ansiedades e quantas flagelações quase todos padecem, antes de se firmarem no porto seguro do dever a cumprir".
    Nossos filhos adolescentes reclamam dos pais mais do que receberam na infância: mais orientação, mais incentivo, mais apoio.
    Emmanuel também ressalta que "essa fase da existência terrestre é a que apresenta maior número de necessidades no capítulo da direção".
    Não são somente aqueles cuidados como na infância, mas também a preocupação de que nossos filhos estejam preparados para os primeiros vôos e para enfrentarem o desafio do mundo que está fora do refúgio doméstico. Cabe a indagação de Jesus a Simão Zelore: "Achas que os moços de amanhã poderão fazer alguma coisa, sem os trabalhos dos que agora estão envelhecendo?"





Atitudes Incoerentes dos Pais

    Os pais que não aproveitarem ainda os primeiros dias da infância para educar os filhos, aperfeiçando-lhes o sentimento e o caráter, não terão base para lidarem com os adolescentes em seu lar, pois o trabalho educativo deve iniciar-se junto com a chegada dos filhos ao ninho doméstico.
    Faz-se mister vigilância sobre as tendências de nossos filhos e também sobre nossas atitudes para com eles, a fim de evitar que, em vez de fertilizar as boas sementes, estejamos adubando a erva daninha em seu coração.
    Há uma famosa lista preparada pelo Departamento de Polícia de Houston, Texas, EUA, que se intitula "10 maneiras de se formar um delinqüente", a qual nada mais é do que a mostra de como o relaxamento dos pais levará os filhos a um estado de despreparo moral ante a vida. As dez regrinhas se baseiam nas atitudes de pais que não ensinam seus filhos a assumirem responsabilidades, receberem negativas, valorizarem o trabalho e os estudos, verem os outros com olhos fraternos e terem alguma orientação religiosa.


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