"A vida é um campo divino onde a infância é a germinação da Humanidade". (Meimei)
Em nossa jornada evolutiva, estamos submetidos a uma lei essencial para o progresso espiritual: A REENCARNAÇÃO.
A reencarnação é a volta do espírito a um novo corpo, com esquecimento das experiências passadas, sendo o corpo frágil e delicado, na forma infantil.
Aí se caracteríza o primeiro período da vida humana: a INFÂNCIA, período que vai aproximadamente até aos sete anos, fase da inocência, da candura, da simplicidade, da fragilidade. É a fase da alegria, esperança, beleza, movimento.
Premissa que nunca devemos esquecer: o espírito possui experiências milenares, retornando às lides terrenas para prosseguir em seu esforço evolutivo.
Allan Kardec já indagara aos Espíritos quanto ao espírito que anima o corpo de uma criança ser tão desenvolvido quanto o de um aldulto: "Pode mesmo ser mais, se ele mais progrediu, pois são apenas os órgãos imperfeitos que o impedem de se manisfesar".
ESQUECIMENTO TEMPORÁRIO
Muitos perguntam o motivo do esquecimento temporário quando em nova encarnação.
Basicamente, dois processos ocasionam este esquecimento.
O primeiro relaciona-se à adaptação do espírito ao novo corpo.
Emmanuel lembra-nos que, ao reencarnarmos, recebemos um novo corpo dotado de implementos cerebrais novos, e neste processo de ajustamento do espírito - em altíssimas vibrações - ao corpo denso de carne - baixo padrão vibracional - haverá o adormecimento da memória, entrando o espírito em um estado de sono profundo, no qual aguardará o recolhimento ao ventre materno. Em reforço a esse fenômeno, ocorre o restringimento do corpo espiritual quando na ligação do espírito ao novo corpo, onde se iniciará o comando do esírito sobre o corpo físico atual em formação. Este sono diminuirá de intensidade, mas continuará até o fim da infância, exceção feita aos espíritos de grande capacidade mental, que dormem somente durante a vida fetal. E completa o mensageiro espiritua: "em ambos os casos, há PROSTRAÇAO PSÍQUICA nos primeiros sete anos de tenra instrumentnação fisiológica dos encarnados, tempo em que lhes reaviva a experiência terrestre" (destaque nosso). Este fenômeno é também denominado HIPNOSE TERAPÊUTICA.
A medida que a criança cresce, com o conseqüente desenvolvimento do corpo físico, esta perturbação vai se dissipando gradualmente, libertando os instintos, as tendências, revelando paulatinamente o caráter do espírito.
O segundo processo relaciona-se com o efeito moral do esquecimento temporário.
Quão desastroso seria para a presente encarnação se todos nós pudéssemos recordar-nos de todos os fatos das últimas existências terrenas!
Reacender ódios, fugir à convivência com devedores/credores, repetir equívocos, escravizar-se a paixões e muitas outras situações perturbadoras.
INGENUIDADE INFANTIL
Mas, para os pais, o fator mais importante no aspecto da infância são a flexibilidade, a ingenuidade e a dependência que os filhos trazem em relação a eles, criando um acesso fundamental por parte dos genitores ao coração desse espírito colocado em suas mãos pela Sabedoria e Providência Divina.
Allan Kardec analisa a ingenuidade infantil: "...a criancinha, não havendo podido manifestar nenhuma tendência perversa, nos apresenta a imagem da inocência e da candura".
Verficamos então as finalidades da ingenuidade: cativar a indulgência dos pais, despertando o intinto de proteção e ternura, conquistando-lhes o amparo, pois a fragilidade dos filhos requer atenções e cuidados.
A criança é para os pais uma verdadeira caixa de surpresas, onde, por trás da aparente fragilidade, se escondem desejos, gostos, emoções defeitos, virtudes, vícios, amplos conhecimentos, sentimento esequilibrado, experiência e hábitos diversos. Isto, porém permanece guardado, mantendo inacessíveis as lembranças, surgindo ao longo dos dias, em forma de tendências e qualidades.
Desvendamos, assim, a principal finalidade da infância para o espírito: a EDUCAÇÃO.
Os filhos nesta fase estão mais dóceis e maleáveis às impressões que recebem dos pais; estão aptos a receberem ensinamentos verbais e práticos e estão mais próximos dos exemplos recebidos no lar, onde atuam como uma "chapa fotográfica" muito sensível, captando tudo o que acontece no ambiente doméstico.
A resposta da Espiritualidade a Kardec resume a utilidade da infância:
" O espírito, encarnando-se para aperfeiçoar-se, é mais acessível, durante esse período, às impressões que recebe e que podem ajudar o seu adiantamento, para o qual devem contribuir aqueles que estão encarregados de sua educação - os pais".
