"Não lances a lenha do azedume ou da crítica na fogueira das tribulações coletivas" (Emmanuel - Livro: "Pronto Socorro")
Vivemos uma época em que, infelizmente, a violência passou a fazer parte do cotidiano.
O que é violência? Consultando o dicionário, temos a definição: Violência é qualquer forma material ou moral empregada contra a vontade ou a liberdade de uma pessoa.
Completamos: violência é qualquer ato nosso em desrespeito ao livre-arbítrio do próximo, opondo-nos ao direito e à justiça, praticando constrangimento físico ou moral.
Diz-nos Chico Xavier: "A violência é, sem dúvida, algo de nossa própria natureza humana, quando irrompe indebitamente, apresentando aquilo que a justiça nos ensina a nomear como sendo periculosidade. Quando a nossa periculosidade atinge graus altos, aparece a violência..."
Assim, podemos dividir a violência em três tipos de manifestação:
1) - Física (agressões, assaltos, etc.);
2) - Verbal (gritos, palavrões, calúnia, etc.);
3) - Moral-Espiritual (ódio, desejo de vingança, vibrações de destruição, etc.).
Externa-se de diversas formas, das mais visíveis às mais disfaçadas, nos diversos locais, na rua, no trânsito, no esporte, na sexualidade, nas clínicas de aborto, no lazer, na escla, no trabalho, na natureza, nos vícios, nas guerras, nos meios de comunicação, até mesmo no lar, etc.
NOSSOS FILHOS E A VIOLÊNCIA
Os pais vivem a problemática, com a responsabilidade de proteger seus filhos, preparando-os para enfrentar a violância do mundo, impondo um padrão de conduta mais elevado, resistindo aos convites do desequilíbrio.
A violência está presente dentro e fora do domínio de nossos lares. Comentando aquela que ocorre dentro de nossas esferas domésticas, podemos dividi-la em violência externa, como aquela trazida pela televisão (com inúmeros exemplos), jornais etc..., e aquela oriunda de nossas atitudes automáticas, do nosso patrimônio moral, do nosso mundo íntimo: exigências, discussões, gritaria, autoritarismo, ausência de liberdade à criança em suas manifestações, decisão incondional sobre os destinos de cônjuges e filhos, abalos psicológicos oriundos de separações conjugais, abandonos rigor excessivo, falta de diálogo e carinho, surras, coações físicas, superproteção, etc.
Como preparar nossos filhos para enfrentarema violência?
Com certeza, o comportamento dos pais ante os perigos da violência dentro do lar serão um forte exemplo para os filhos.
Existe a necessidade de corrigenda e da proteção no trabalho da educação, mas muito cuidado para não se romper a linha que separa a autoridade do autoritarismo, a energia do rigor excessivo, para que a criança possa ser verdadeiramente corrigida, sem plantar o pavor e a revolta em seu coração.
ORIGEM DA VIOLÊNCIA
A ausência de valores morais superiores leva o espírito a buscar caminhos ásperos e dolorosos traçados pela ignorância.
O egoísmo, o orgulho, a vaidade, a ambição são monstros devoradores das melhores oportunidades de elevação e progresso espiritual.
Onde há preconceito, divisão desrespeito ao próximo, rebeldia, o homem esquece sua racionalidade, desprezando a razão e o bom-senso conquistados em milênios de luta, trabalho e dor, adquirindo pesados débitos que custarão o preço de suor e lágrimas.
Emmanuel nos alerta: "Não enfatizes qualquer problema de raça ou de crença, de preconceito ou separatividade, buscando, ao invés disso, cooperar com a união que a todos nos cabe conquistar perante Deus".
É preciso observa nosso mundo íntimo, nossas reações ante situações imprevistas, nossa capacidade de absorver prejuízos materiais e morais, analisando em nossos filhos essas reações em meio à singeleza das brincadeiras.
Crianças que destroem brinquedos, objetos domésticos, estragam paredes, móveis, matam animais e plantas, gritam continuadaente, explodem em birra à menor contrariedade, demonstram ervas daninhas que devem ser combatidas pelos pais, para que não se tranformem em caminho para a irresponsabilidade e o crime, gerando violência. Habituando-os desde as pequenas transgressões, à disciplina e ao equílibrio, estaremos imunizando-os contra as grandes atitudes de desequilibrio.
Como exemplo de sutil análise da psicologia infantil, Chico Xavier coloca: "Criança que gosta de rasgar papéis é uma criança até certo ponto agressiva. Não podemos permitir que tenha uma liberdade nociva."

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