segunda-feira, 13 de junho de 2011

Os Filhos Homossexuais

"A individualidade, muitas vezes, independentemente dos sinais morfológicos, encerra em si extensa problemática, em se tratando de vinculações e inclinações de caráter múltiplo" (Emmanuel - Livro: Vida & Sexo - Cap.1-FEB)

    Nas situações de convivência familiar no mundo moderno, uma questão preocupa muito os pais: a Homossexualidade.
   
    Podemos defini-la como atração sexual e relacionamento afetivo entre pessoas dos mesmo sexo. A sociedade lhe dá inúmeras denominações, carregando-a com o estigma da perversão, comprovando que ainda hoje, às portas do século XXI, não é aceita pelo padrão social vigente.

    O problema não é aceitá-la ou aplaudi-la; com o Espiritismo, temos de entendê-la. E, na condição de pais, devemos estar preparados para conviver com ela e orientar os filhos.

    O corpo é uma roupagem utilizada pelo espírito na Terra.
   
    A definição física do ser humano é simples: homem ou mulher.

    E o espírito?

    Sabemos que há enorme complexidade na estrutura psicológica deste espírito. São inúmeras conquistas ao longo de centenas de encarnações.

    Emmanuel nos elucida que, "através de milênios e milênios, o espírito passa por fileira imensa de reencarnações, ora em posição de feminilidade, ora em condições de masculinidade, o que sedimenta o fenômeno da bissexualidade, mais ou menos pronunciado, em quase todas as criaturas."

    O homossexual é alguém que mantém no mundo mental tendências mais acentuadas no aspecto masculino ou feminino em choque com a realidade do corpo físico.

    como já ocorreu no passado e faremos no futuro, reencarnaremos em corpos contrários ao que hoje temos. Nós transitaremos em corpos masculinos e femininos, porque faz parte do processo evolutivo a conquista de todos os valores morais de ambos os pólos. Essa experiência pode ocorrer em trê situações:

    a) Por EXPERIÊNCIA EVOLUTIVA, se estivermos cultivando o equilíbrio e o trabalho sincero;

    b) em PROVA, se solicitarmos processos de desvinculações afetivas ou tarefas pessoais que nos exijam tal cometimento ou se nos sentirmos fortes para superar este tipo de experiência;

    c) em RESGATE/ EXPIAÇÃO, se formos compulsoriamente levados à inversão de sexo no corpo físico pelos nossos desequilíbrios. Se abusamos do sexo oposto, se nos viciamos nas paixões animalescas do sexo sem freios, poderemos encontrar no sexo oposto a experiência de choque para nos recolocar no eixo do esforço evolutivo.




SEXUALIDADE DE NOSSOS FILHOS

    A convivência com a sexualidade de seus filhos faz com que muitos pais se assustem, mostrando-se odespreparados para um melhor aproveitamento educativo nesta fase.

    Os jovens estão descobrindo a sexualidade mais cedo, multiplicando as dificuldades e lutas na adaptação ao passado que ressurge e às múltiplas opções do comércio do prazer no mundo atual. Ao mesmo tempo, esta fase dos filhos leva muitos pais e se questionarem sobre a própria sexualidade, seus hábitos e conflitos sexuais. Estes, inúmeras vezes, fogem ao diálogo com seus tutelados por sentirem-se "em xeque" em relação à própria conduta.

    É preciso respeitar a sexualidade de nossos filhos, não reprimindo ou impondo padrões, nem mesmo aplaudindo excessos ou calando às suas preferências, mas sim, ORIENTADO e ESCLARECENDO, para que os valores educativos elevados estejam presentes na razão e no sentimento deles.




ORIENTAÇÃO AOS PROBLEMAS SEXUAIS E AFETIVOS DE NOSSOS FILHOS

    A nossa atitude de apis em relação aos problemas sexual-afetivos de nossos filhos geralmente é aquela imposta pelos padrões sociais.  Qualquer indício de desvio no padrão sexual deles (para a mulher, que seja bonita, recatada e doce e para o homem que seja machão, conquistador e viril) faz com que nos sintamos como pais fracassados na tarefa.

    Mantemos assim sempre a atitude de forçar-lhes a sexualidade. Para os meninos, brinquedos brutos, estímulo a brigar com colegas, etc.;  Para as meninas, repressão aos sentimentos, desestímulo à competitividade, etc. E para ambos, forçamos o interesse pelo sexo oposto em pregações estereotipadas.

    Rigidez, falso moralismo, dogmas religiosos perturbam sobremaneira o modo de encarar nossas disfunções sexuais. Com a Doutrina Espírita, temos que conjugar o verbo correto: PROIBIR, NÃO; ESCLARECER, SIM.

   

NOSSOS FILHOS E A HOMOSSEXUALIDADE

    Se detectamos em nosso filho a experiência da homossexualidade, compete-nos orientá-los sobre o que se passa com ele, auxiliando-o no melhor a fazer.

    Forçá-lo a lutar contra os seus próprios sentimentos, ministrar-lhe fórmulas químicas, surrá-los discutir com ele sistematicamente, expulsá-lo do lar, escondê-lo do mundo não servirão para ajudá-lo a entender e superar seus problemas.

    Nossos filhos continuam seres humanos qual nós mesmos, com capacidades e virtudes, tarefas e responsabilidades na vida. As crianças carregam suas potencialidades, independentemente de suas tendências sexauis.

    E onde estará o amor?

    No desequilibrio sexua-afetivo que atinge grande parte das pessoas na Humanidade de hoje, nos chamados relacionamentos "normais" ou nas tendências que existem em nosso mundo íntimo?

    Tendo já reencarnado em corpos contrários ao de hoje, conquistamos vários tributos e afeições que poderíamos afirmar pertencerem ao sexo oposto.





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