quarta-feira, 29 de junho de 2011

Educação x Drogas - Desafio para os Pais



"Um hábito não refutado logo se transforma em vício" 
(Santo Agostinho)

     Falar em drogas causa arrepio inicial em qualquer pessoa, pois dá de imediato a idéia de vício, destruição, perda. 
     Mas, no sentido amplo, a palavra droga traz significado maior. 
Gostamos muito da definição do Dr. Jore Lordello e Dr. Lair Ribeiro: "Toda substância que, introduzida em um organismo vivo, pode modificar uma ou mais de suas funções".
     Toda droga não utilizada para fins terapêuticos, sendo empregada como vício que ensandece e ilude, transforma-se em inimigo voraz a aniquilar esperanças e futuros promissores. 
     A título de rápida explicação, iremos mostrar os tipos mais utilizados, sem preocupação de nos aprofundarmos nos mesmos, já que nosso objetivo é o aspecto de esclarecimento e orientação. Encontram-se no mercado inúmeras obras que exploram cada modalidade de tóxico exaustivamente, que poderão ser fontes de pesquisa para pais, educadores em geral e para os próprios jovens.
     As drogas dividem-se basicamente em 3(três) categorias:
  1. Depressoras: inibem a atividade cerebral. Ex.: bebidas alcoólicas, ansiolíticos/ calmantes (Valium, Diazepan, etc.), antidistônicos, codeína, barbitúricos (Gardenal, Comital, etc.), xaropes, inalantes (cola de sapateiro, loló, solventes, éter, lança-perfume, etc.);
  2. Estimulantes: Ativam o rendimento artificial do organismo. Ex.: anfetaminas (Moderex, Reactiva, etc.), cocaína, cafeína, crack, ópio, heroína, morfina, nicotina, etc., podendo-se enquadrar aqui a Ecstasy;
  3. Alucinógenas ou Perturbadoras: distorcem a visão das formas e cores. Ex.: maconha, LSD, ayausca, chá de cogumelos, peiote, amanitra, jurema, beladona, etc., alguns enquadrando aqui Ecstasy. 
     Há uma outra divisão preocupante: em drogas proibidas e drogas permitidas, ou lícitas, nas quais enquadramos os três agentes psicoativos mais utilizados: o ÁLCOOLA, o FUMO, e a CAFEÍNA. Ou seja, elementos enquadrados na classificação acima e que estão sendo utilizados largamente e livremente por qualquer pessoa, sendo utilizadas em publicidade com fortes argumentos de vendas (status, aventura). Se pensarmos nos prejuízos  morais, físicos e financeiros que causam, estranhamos não haver nenhum controle. Depois, ainda dizem por aí que descriminalizar a droga reduziria o consumo... Lembremos a eles que nunca se bebeu tanto quanto hoje...
     A proliferação começou a ocorrer com a Segunda Grande Guerra, disseminando-se junto com os conflitos bélicos até hoje existentes. Sempre foi utilizada para minar o inimigo e acabou por se alastrar por toda a sociedade mundial, devido a encontrar pela frente um mundo em que não há, em , lares, estrutura familiar para resistir ao seu assédio, somando-se ao grande vazio nas aspirações humanas, não preenchido pela ciência e tecnologia, unido à preocupação maior do ser humano com o corpo físico, esquecendo-se do espírito. De um lado, o forte interesse econômico de uns; de outro, o clima de catástrofe social que se divulga na mídia (TV, cinema, rádio, imprensa em geral, periódicos) leva muitos a procurarem a fuga dessa realidade difícil. 
     Isso tudo causando o grande problema da dependência àquelas substâncias. E dependência significa impulso para o uso contínuo ou periódico das mesmas, passando a não mais controlar o consumo, agindo impulssivamente e repentinamente na busca de satisfazer seu vício. Eis a degradação e a misério moral.


A JUVENTUDE EM MEIO AO TURBILHÃO

     De um artigo colhemos a preocupante afirmativa de uma jovem de 16 anos em tratamento: "A droga está muito próxima de todos. Acho que os pais nem imaginam como ela está perto dos seus filhos".
     Temos que parar de achar que os problemas só ocorrem na casa do vizinho, na casa dos "outros". Nossos filhos estão expostos a esse perigo e devemos tomar cuidado. Principalmente porque nessa fase (adolescência) acham eles que tudo aguentam, que tudo sabem...
     As estatísticas assustam: nas grandes cidades, seis de cada dez jovens já usaram ou usam algum tipo de droga...57,7% de adolescentes com até 14 anos já tiveram sua primeira experiência com tóxicos, sendo o começo na maioira dos casos com a maconha... Mas o início real do envolvimento com substâncias que fazem tanto mal está no fumo e na bebida alcoólica... PAREM PARA MEDIAR!
     Chico Xavier nos alerta para os que pensam com egoísmo: - "Meu filho jamaisvai "mexer" com essas coisas!..."

"O menino dado aos tóxicos ou que se entrega às más influências poderia ser o nosso. Estamos na mesma embarcação e o naufrágio é para nós todos".


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