segunda-feira, 20 de fevereiro de 2012

Estudo Mediúnico - 20/02/2012

Doutrinação Mediúnica – Estudo da noite em 20/02/2012
das 19h30 às 22h30


Livros de estudo dessa noite:
  • Doutrina Viva - Carlos Baccelli/ Chico Xavier
  • Evangelho Segundo Espiritismo – KARDEC
  • Mediunidade Consciente - Carlos Baccelli/ Odilon Fernandes


Determinação

O espírita, sendo consciente de seu compromisso, necessita de determinação, ou seja, não deve fazer com que o seu entusiasmo dependa de alguém. Dou graças a Deus por ter começado com reduzido grupo de amigos, em Pedro Leopoldo. Éramos poucos... Às vezes, os espíritos psicografavam para uma plateia de dois ou três companheiros. Cheguei a efetuar leituras de O Evangelho Segundo Espiritismo tendo o Centro Vazio; apenas a assembléia dos desencarnados se fazia presente... Quando íamos aos arredores da cidade, nas tarefas de assistência, não passávamos de meia dúzia. Desculpem-me, mas platéia grande é incentivo à vaidade de muita gente. O espírita necessita, sim, de trabalhar em grupo, mas, se ele estiver sozinho, deve trabalhar também. Quando eu estava psicografando o Paulo e Estevão, que demorou nove meses para ser concluído, a minha única companhia no porão da casa de meu ex-chefe era um pobre sapo... A minha luta não serve de exemplo para ninguém, mas, se eu fosse esperar pela chegada de muita gente, para me sentir animado, até hoje estaria esperando...

[Livro: Doutrina Viva – Pág.94 – Carlos A. Baccelli / Francisco C. Xavier]

Nota Pessoal - “Interessante como Chico coloca o trabalho acima de tudo. A determinação de que cita esse texto no meu ponto de vista vem-nos chamar atenção a humildade e persistência sem nos preocuparmos com o público em geral. De certa maneira não estamos estudando e praticando tão somente para os encarnados, ou um platéia grande, teremos sempre a presença de desencarnados ao nosso redor aprendendo conosco e, por sua vez, nós estamos aprendendo também com eles. Exercitar a humildade e não criarmos expectativas é o que mais precisamos, porque nada é por acaso, tudo mesmo na sua singularidade tem um motivo de ser e isso nos torna estudantes aplicados perante as obras de Deus. Tenhamos em mente que tudo que fazemos, em primeiro lugar, é em benefício de nós mesmos”
(Leonor Vieira)



Causas Anteriores das Aflições

6. Mas, se há males nesta vida cuja causa primária é o homem, outros há também aos quais, pelo menos na aparência, ele é completamente estranho e que parecem atingi-lo como por fatalidade. Tal, por exemplo, a perda de entes queridos e a dos que são o amparo da família. Tais, ainda, os acidentes que nenhuma previsão poderia impedir; os reveses da fortuna, que frustram todas as precauções aconselhadas pela prudência; os flagelos naturais, as enfermidades de nascença, sobretudo as que tiram a tantos infelizes os meios de ganhar a vida pelo trabalho: as deformidades, a idiotia, o cretinismo, etc.

Os que nascem nessas condições, certamente nada hão feito na existência atual para merecer, sem compensação, tão triste sorte, que não podiam evitar, que são impotentes para mudar por si mesmos e que os põe à mercê da comiseração pública. Por que, pois, seres tão desgraçados, enquanto, ao lado deles, sob o mesmo teto, na mesma família, outros são favorecidos de todos os modos?

Que dizer, enfim, dessas crianças que morrem em tenra idade e da vida só conheceram sofrimentos? Problemas são esses que ainda nenhuma filosofia pôde resolver, anomalias que nenhuma religião pôde justificar e que seriam a negação da bondade, da justiça e da providência de Deus, se se verificasse a hipótese de ser criada a alma ao mesmo tempo que o corpo e de estar a sua sorte irrevogavelmente determinada após a permanência de alguns instantes na Terra. Que fizeram essas almas, que acabam de sair das mãos do Criador, para se verem, neste mundo, a braços com tantas misérias e para merecerem no futuro urna recompensa ou uma punição qualquer, visto que não hão podido praticar nem o bem, nem o mal?

Todavia, por virtude do axioma segundo o qual todo efeito tem uma causa, tais misérias são efeitos que hão de ter uma causa e, desde que se admita um Deus justo, essa causa também há de ser justa. Ora, ao efeito precedendo sempre a causa, se esta não se encontra na vida atual, há de ser anterior a essa vida, isto é, há de estar numa existência precedente. Por outro lado, não podendo Deus punir alguém pelo bem que fez, nem pelo mal que não fez, se somos punidos, é que fizemos o mal; se esse mal não o fizemos na presente vida, tê-lo-emos feito noutra. E uma alternativa a que ninguém pode fugir e em que a lógica decide de que parte se acha a justiça de Deus.

O homem, pois, nem sempre é punido, ou punido completamente, na sua existência atual; mas não escapa nunca às conseqüências de suas faltas. A prosperidade do mau é apenas momentânea; se ele não expiar hoje, expiará amanhã, ao passo que aquele que sofre está expiando o seu passado. O infortúnio que, à primeira vista, parece imerecido tem sua razão de ser, e aquele que se encontra em sofrimento pode sempre dizer: 'Perdoa-me, Senhor, porque pequei.

7. Os sofrimentos devidos a causas anteriores à existência presente, como os que se originam de culpas atuais, são muitas vezes a conseqüência da falta cometida, isto é, o homem, pela ação de uma rigorosa justiça distributiva, sofre o que fez sofrer aos outros. Se foi duro e desumano, poderá ser a seu turno tratado duramente e com desumanidade; se foi orgulhoso, poderá nascer em humilhante condição; se foi avaro, egoísta, ou se fez mau uso de suas riquezas, poderá ver-se privado do necessário; se foi mau filho, poderá sofrer pelo procedimento de seus filhos, etc.

Assim se explicam pela pluralidade das existências e pela destinação da Terra, como mundo expiatório, as anomalias que apresenta a distribuição da ventura e da desventura entre os bons e os maus neste planeta. Semelhante anomalia, contudo, só existe na aparência, porque considerada tão-só do ponto de vista da vida presente. Aquele que se elevar, pelo pensamento, de maneira a apreender toda uma série de existências, verá que a cada um é atribuída a parte que lhe compete, sem prejuízo da que lhe tocará no mundo dos Espíritos, e verá que a justiça de Deus nunca se interrompe.

Jamais deve o homem olvidar que se acha num mundo inferior, ao qual somente as suas imperfeições o conservam preso. A cada vicissitude, cumpre-lhe lembrar-se de que, se pertencesse a um mundo mais adiantado, isso não se daria e que só de si depende não voltar a este, trabalhando por se melhorar.

[Livro: O Evangelho Segundo Espiritismo de Allan Kardec – Cap. V – Itens 6 e 7]

Nota Pessoal: “Me fez lembrar sobre a Lei da Ação e Reação - O que é uma causa? É algo que origina um efeito. Por exemplo: qual a causa do leite? A vaca. Qual a causa da manteiga? O leite. Mas todas essas causas estão sujeitas a um princípio. Quando estamos falando de causa e efeito, estamos falando de tempo. A regra é básica: devemos procurar a origem dos males nesta mesma encarnação. Não encontrando indícios, retornemos a uma outra. Mesmo tendo o esquecimento do passado, fica-nos uma lembrança, uma intuição. "Saibamos sofrer e sofreremos menos". Devemos nos lembrar em todos os estados depressivos de nossa alma, a fim de nos fortalecermos para o futuro. Se passamos por algum sofrimento, com certeza é merecimento, é justiça. Se soubermos exercitar a paciência com humildade, sofreremos com menos intensidade. Esse texto do evangelho entra em sintonia com o DV sobre a determinação, que sejamos determinados, sem muita expectativa, pois a justiça de Deus se faz no momento certo.
[Leonor Vieira]


Não Te Preocupes

O sol Não escolhe a quem iluminar, mas são poucos os que sabem lhe aproveitar a luz.
A fonte jorra para todos, mas raros os que lhe conhecem a nascente.
A gleba acolhe toda espécie de semente, porém só as de boa qualidade é que vingam.
As abelhas sabem encontrar no bosque a flor que lhes serve ao fabrico de mel.
A orquídea rara cresce na encosta das montanhas.
O que tem valor por si mesmo se destaca.
As nuvens etéreis não se demoram no firmamento.
O tempo desfaz aquilo que nele não deitou raízes.
As diminutas estrelas brilham sempre, mas o meteoro passa...
Não te preocupes. Tudo que não esteja a serviço da verdade tem o seu ocaso a cada dia.
[Livro: Mediunidade Consciente – Carlos Baccelli/ Odilon Fernandes]

Nota pessoal: “Essa reflexão me fez lembrar do apóstolo dos Gentios - Paulo de Tarso – em que exalta o amor fraterno como o principal carisma, aquele que ficará para sempre. Das três virtudes teologais, fé esperança e caridade. "tudo desculpa, tudo crê tudo espera, tudo suporta". Fala da perenidade do amor, que jamais passará ao contrário "das profecias, das línguas e da ciência. Será dispensável o que não agregar valor moral".

[Leonor Vieira]



Sinópsia para o próximo estudo 27/02 deste
Livros e Temas: 
Doutrina Viva - Paciência
Evangelho Segundo Espiritismo - Cap.V Causas anteriores das aflições - item 8 a 10
Livro dos Médiuns - Dos Médiuns Escreventes ou Psicófrafos - item 178 a 184.


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