Carnaval na visão material: (de acordo com a fonte Wikipédia, a enciclopédia livre) Carnaval é uma festa que se originou na Grécia em meados dos anos 600 a 520 a.C.
A festa carnavalesca surgiu a partir da implantação, no século XI, da Semana Santa pela Igreja Católica, antecedida por quarenta dias de jejum, a Quaresma. Esse longo período de privações acabaria por incentivar a reunião de diversas festividades nos dias que antecediam a Quarta-feira de Cinzas, o primeiro dia da Quaresma. A palavra "carnaval" está, desse modo, relacionada com a ideia de deleite dos prazeres da carne marcado pela expressão "carnis valles", que, acabou por formar a palavra "carnaval", sendo que "carnis" em latim significa carne e "valles" significa prazeres.
Em geral, o carnaval tem a duração de três dias, os dias que antecedem a Quarta-feira de Cinzas. Em contraste com a Quaresma, tempo de penitência e privação, estes dias são chamados "gordos", em especial a terça-feira (Terça-feira gorda, também conhecida pelo nome francês Mardi Gras). O termo mardi gras é sinônimo de Carnaval.
Se for analisarmos do ponto de vista da beleza, as alegorias, fantasias e máscaras lindas. Mas, porque para uma festa usarmos fantasias e máscaras. Interessante que tirei um tempo para pesquisar nas ruas "qual a finalidade de se fantasiar nesta época", apesar que as fantasias estão cada vez minúsculas.
Eu, particularmente gosto da cadência das músicas, da alegria que me proporciona, já brinquei muitas matinês. Infelizmente, muitos seres destorcem o momento da alegria para um momento de orgia. É o que presenciamos em 70% dos eventos que acontecem nessa época do ano. Época esta, em que colocam-se para fora os sentimentos "perversos" da humanidade. Como se voltássemos nas festas bárbaras.
Algumas pessoas na rua opinaram que o carnaval por ser a festa da carne, tudo vale nessa hora. Que loucura! Não há mais o respeito entre as pessoas, as drogas estão a solta para facilitar, sem falar na libertinagem e a falta de pudor que é cada vez mais visível. As pessoas se entregam entregam-se as outras sem a preocupação das consequências.
Se observarmos analíticamente, podemos concluir que a Grécia antiga das orgias está latente.
Carnaval na visão da filosofia espírita: Para se entender o carnaval e outras festas populares, é necessário lembrar que a Terra ocupa o segundo lugar na escala evolutiva enquanto um planeta de provas e expiações. Aqui, e em mundos semelhantes, encarnam espíritos recém saídos da barbárie, dando os primeiros passos na sua história evolutiva e esses espíritos trazem consigo um grupo de sensações ou pulsões que precisam ser extravasadas para que não se voltem contra a sociedade em que encarnaram. Não foi a toa que Freud nos defendeu a tese de que a cultura nasce da repressão. Em verdade, estamos encarnados para reprimirmos as más tendências e adquirir elementos espirituais positivos como o amor, a solidariedade, o respeito ao próximo e as diferenças, em uma palavra, desenvolver as faculdades positivas do espírito.
A festa é o momento em que o espírito tem a oportunidade de pôr para fora, não necessariamente, o que ele tem de pior mas as suas emoções mais profundas, ou seja a sua verdadeira índole. Como somos espíritos altamente imperfeitos as nossas festas quase sempre explicitam emoções do tipo primário. Nos tempos da Grécia antiga, as bacanais, festas dedicadas ao deus Dioniso ou Baco tornaram-se tão perigosas para o equilíbrio da polis (cidade) que teve de ser transformada em teatro como uma forma de "domesticação" do conteúdo nocivo da alma humana. A Festa do deus Líber em Roma; a Festa dos Asnos que acontecia na igreja de Ruan no dia de Natal e na cidade de Beauvais no dia 14 de janeiro entre outras inúmeras festas populares em todo o mundo e em todos tempos, têm esta mesma função.
O carnaval é uma dessas festas que costuma ser chamada de folia que vem do francês folle que significa loucura ou extravagância sem que tenha existido perda da razão. No caso do carnaval a palavra significa desvio, anormalidade, fantasia descontração ou mesmo alegria. Assim, a festa carnavalesca é o momento em que o espírito humano pode extrojetar o que há de mais profundo de mais primitivo em si mesmo. O poeta Vinicius de Morais deixou isto muito claro ao dizer: " Tristeza não tem fim, felicidade sim / A felicidade parece a grande ilusão do carnaval/ ? a gente trabalha um ano inteiro / por um momento de sonho/ pra fazer a fantasia de rei ou de pirara ou jardineira / Pra tudo se acabar na quarta-feira."
Qual a posição do espírita ante o carnaval?
Sem querer ditar normas, apenas apresentando opinião, o espírita, em primeiro lugar, deve compreender o carnaval; não ser muito severo, não ter medo dele por acreditá-lo uma expressão do mal e do diabólico da alma humana; não fugir dele por medo de sua sedução. Não deve, como fazem algumas religiões criar blocos ou escolas-de-samba para brincar um carnaval cristão. Pode ser um observador comedido, se gosta da festa, ir ao sambódromo ou às ruas para ver os foliões e, se não gosta, pode aproveitar o feriadão para descansar, meditar ou estudar espiritismo sozinho ou em conjunto; em resumo seguir o conselho de Paulo: "Viver no Mundo sem ser do mundo."
Sou amiga de alguns tans, respeito todos, mas aprendi a conviver sem me envolver, essa é a melhor forma, filtrar e agir natural com as pessoas. Não é que não gosto do carnaval, não gosto da expressão, mas gosto da alegria. E como não tenho me sentido bem nesse período, procuro sim me isolar, meditar e contribuir com minhas vibrações nesse período. Não precisam me copiar, mas façam para vocês o que for melhor para sua alma.
E para quem curte o carnaval, seja precavido com sua saúde, seus sentimentos e curta, mas, com moderação.

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