sexta-feira, 14 de outubro de 2011

Uma grande aula para o iniciante da mediunidade.







Foi perguntado a Divaldo P. Franco: "Você já se sentiu de alguma forma prejudicado pelo Espiritismo?" 
Uma grande aula para o iniciante da mediunidade neste vídeo abaixo.









Senti uma vontade enorme de inserir esse post, pois no início do meu dia durante a minha prece, tenho por hábito abrir aleatóriamente uma página do meu livrinho de cabeceira - "NO PORTAL DA LUZ (pelo espírito de Emmanuel psicografia de Francisco Cândido Xavier) - e foi até interessante porque eu pedi aos meus mentores que me conduzissem através da mensagem escolhidas por eles e então abri na página dessa mensagem...

MÉDIUM E DOUTRINA
     Imperioso separar o médium da Doutrina Espírita, como não se deve confundir a ciência com o cientista. 
     A ciência é um tesouro intangível de conhecimento superior. 
     O cientista é o veículo que a expressa.
     A ciência, como patrimônio espiritual, jamais se deteriora, mas, o cientista na condição de instrumento humano pode falhar, conquanto, muitas vezes, se recupere.
     Comparemos, ainda, a Nova Revelação e a peça medianímica à usina e à lâmpada. 
     A lâmpada, em muitas circunstâncias, experimenta o colapso dos próprios implementos, deixando-nos na sombra, entretanto, a usina permanece incólume, pronta ao fornecimento da energia necessária à sustentação da luz em lâmpadas outras que se lhe ajustem às correntes de força. 
     Ainda na condição de lâmpada, o médium está sujeito à interpretação individual de que se faça objeto, assim como a luz da lâmpada obedece à coloração que lhe seja própria. 
     A usina está construída sobre princípios matematicamente exatos, contudo, as lâmpadas diferenciadas entre si, consumindo, às vezes, quotas iguais de força, emitirão luz verde, azul, vermelha ou amarela, segundo os materiais que lhes filtrem os raios. 
     Razoável, assim, que se nos compete gratidão e respeito para com o cérebro mediúnico de que nos servimos, isso não é razão para que nos eximamos do dever de estudar os princípios doutrinários para discernir com eficiência. 
     Ainda aqui, é justo considerar que é imprescindível ajudar as lâmpadas para que as lâmpadas nos ajudem.  Cada uma delas, ante a usina, se caracteriza por determinado potencial e solicita apoio na voltagem certa com o amparo de recursos essenciais. 
     Ninguém exija do médium prodígios que o médium não pode dar. E quando o médium sirva nobremente à verdade, que se lhe evite o clima de idolatria e bajulação. 
     Onde seja preciso elogiar a honestidade para que a honestidade funcione, a perturbação está prestes a sobrevir. 

.... Compreendi o recado da espiritualidade, somos um conjunto de peças que necessitam serem lubrificadas por boa qualidade de sabedoria e ações fraternas. Sem isso as engrenagens não executam com harmonia todo o seu trabalho. 

Peço desculpas aos amigos, se sumi durante esses dois dias, mas, foi por uma boa causa. Precisei afastar-me para ler, pois das minhas necessidades profundas fez-se necessário a leitura e o isolamento para tamanha compreensão. Por tanto, lendo Divaldo não poderia deixar de registrar aqui essa nota em que ele esclarece sobre  A LEI DOS FLUÍDOS... 


"A mediunidade, para continuar a ser desenvolvida, vai exigir do indivíduo disciplinas morais, porque as  disciplinas morais fá-lo-ão atrair entidades respeitáveis. "Dize-me com quem andas e eu te direi quem és. Dize-me que és, e eu caracterizarei as tuas companhias."
Portanto, é necessário que o médium se moralize, para que os Espíritos simpáticos e nobres que com ele se afinem, passem a ajudá-lo.
É indispensável ao médium estudar, para que compreenda como é o mecanismo da mediunidade. O estudo da Doutrina é muito importante, sobretudo, nos dias atuais, quando vemos proliferar a mediunidade desordenada, a serviço de interesses subalternos em proveito pessoal.
Um médium que cultiva o estudo sério se conscientiza de suas responsabilidades perante a faculdade que detém.
Sabe-se que, por exemplo, a respeito de certa prática que vem ocorrendo, em que médiuns podem receber qualquer Espíritos. Isso não corresponde à verdade, pois existe a lei dos fluídos, em que os semelhantes se atraem e os contrários se repelem. É uma lei básica da Física.
Portanto, os médiuns não podem receber os Espíritos que estejam acompanhando outras pessoas como hoje se faz, e as pessoas ingênuas dão crédito, de realidade, pedindo que o obsessor de José incorpore na mediunidade Antonio. Isso só será possível se houver identidade fluídica; não havendo, não acontecerá. Há Espíritos levianos que gostam de distrair-se com nossa ignorância. Incorporam e fingem ser aquele que foi evocado. Por isso, o Espiritismo evita as evocações, porque nem todos os Espíritos chamados têm condições de atender, ou permissão para isso.
O Espíritos também têm ocupações, deveres, e existem leis que lhes regem o comportamento. 
Às vezes, eles podem vir, mas não lhes é permitida a oportunidade de se comunicarem, para provação de quem evoca ou para sofrimento deles mesmos, por falta de méritos. Espíritos levianos, interesseiros, vêm e assumem a personalidade, enganando e mentindo. (Fonte para estudo, O Céu e o Inferno, 1a. parte, cap. XI).
Também não tem a mediunidade a função de descobrir tesouros ocultos, heranças, pessoas desaparecidas.
Afirmou Kardec com estas palavras: A função da mediunidade é promover o progresso da humanidade. Mas não é porque ele o disse, é porque os Espíritos superiores assim elucidaram. 
A mediunidade tem uma função muito mais nobre do que encontrar a pedra de brilhante que se perdeu e a gente quer achá-la. Pode ocorrer que Espíritos ociosos e brincalhões digam, mas será sempre através de um fenômeno frívolo e fútil de uma mediunidade que está em mãos boas e más, correndo o perigo de permanecer nas negativas. Dessa forma, cabe ao médium aplicar-se à consciência da finalidade da tarefa, dedicando-se à lei mais alta da criação, que é a Lei do Amor personificada na Caridade. 
Toda moral de Jesus se resume na caridade e na humildade, isto é, nas duas virtudes, contrárias ao egoísmo e ao orgulho. Em todos os seus ensinos, Ele aponta essas virtudes, como sendo as que conduzem à eterna felicidade. ( Fonte para estudo, O Evangelho Segundo o Espiritismo, cap. XV)
A sua ação de caridade é efeito natural de sua moralização. Só as pessoas moralizadas praticam  a caridade. As pessoas não moralizadas têm crises de filantropia, têm explosões de generosidade, têm momentos de altruísmo, mas não têm a ação da caridade, pois que essa exige abnegação, renúncia, devotamento, compaixão, sentimento solidário, mas só quem tem controle moral sobre imperfeições é que pode reunir essas qualidades morais. 
Daí a moralização precede à ação da caridade, fazendo com que os Espíritos bons passem a amar aquele 
instrumento que é dúctil e maleável às boas tendências.)

Então achei muitíssimo importante esse texto. Não espero agradar leitores, mas espero que os posts possam ser fontes de aprendizagem e ajuda, assim como tem sido para mim. Pois cada texto que leio e copio para o meu blog tem me ajudado muito. 



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