Leonor Vieira
Ha pouco tempo, fui convidada para um evento e pude perceber a grande quantidade de crianças que fugiam a observância dos pais. Eram idades diversificadas, entre 1 e 16 anos. Tenho por hábito observar, e algo me chamou muito atenção. Uma criança de aproximadamente 6 anos estava tomando o resto da cerveja das latas. E os pais estava perto, vendo isso e acharam que ela estava só brincando.
Primeiro - Lata de cerveja vazia ou cheia, não é brinquedo de criança, daí o primeiro ato seria troca-la por um brinquedo de verdade e explicar o porque dessa troca.
Segundo - Se os pais não ligam, por que a criança iria se preocupar com eles?
Sabem por que os crimes aumentaram? Os acidentes excederam um número assustador? Os pais podem responder essa pergunta, mas, a grande maioria se acomodou pelo simples fato de não querer ter trabalho com isso.
E eu venho fazendo essa pergunta: Será que para impor limite, um pai se disciplina para oferecer um bom exemplo ao seu filho?
Lamento informar a essa sociedade humana, mas o número de irresponsáveis vem aumentando e com eles seus frutos podres. O exemplo ainda é tudo. Quer um filho na retidão moral?
Trabalhe para isso em você primeiro, como pai ou mãe.
Não adianta lamentar porque o filho ingere álcool ou usa drogas se você mesmo não manteve a observância dos momentos, ou não deu o exemplo.
Num futuro próspero, seu filho será apenas o reflexo dos hábitos dos pais. A sociedade não tem culpa pela iniciação de um jovem ao vício, os maiores responsáveis ainda são os pais.
O que vocês pais fazem para que seu filho tenha um bom dia desde o momento que ele acorda, já tomou o café da manha com ele? Perguntou o que sonhou durante a noite, ou se ao menos dormiu bem? Já perguntou como foi as aulas do dia? Quem é o professor de determinadas matérias e quais atividades tem para fazer no lar?
Já se dedicou alguns momentos a brincar com seus filhos? Diariamente você os abraça e diz o quanto os ama?
Já se dedicou alguns momentos a brincar com seus filhos? Diariamente você os abraça e diz o quanto os ama?
Pois é, senhores pais, essa é a sua missão. Para conduzir a sua manada, você como pastor deve saber o estado e condições que suas ovelhas e cordeiros se encontram.
Como vocês querem culpar a sociedade como um todo se não buscam a ORIGEM de tudo, E COMO SÃO OS SEUS HÁBITOS DIÁRIO EM FAMÍLIA?
E se você acha que oferece bons exemplos e mesmo assim seu filho aponta má inclinação ao vício, não pare por aí, vá atrás, e tente saber o porque dessas atitudes que foge ao padrão de educação que você ofereceu a eles. Um pai conhece sua cria tão bem, como Deus nos conhece. E foi o Onipotente que te confiou um filho ou filha, então, o que será que está faltando nesta educação?
Se cada pai, souber orientar, disciplinar e educar bem os seus filhos, a sociedade voltará ter a harmonia. Pois, estamos num momento crítico que aponta que pais não estão dando o devido valor a confiança que Deus lhe depositou. E serão os próprios pais que responderão por isso, ou aqui neste plano terrestre através de provações, ou em outra esfera. A responsabilidade tem dono, e a esse cabe atenção e dedicação com bons exemplos.
O vício não pede licença e nem escolhe a idade, e por isso, convido a todos os pais a uma MUDANÇA DE HÁBITO, sempre há tempo. Comece essa mudança por vocês pais. Se seu filho fuma ou bebe precocemente, a responsabilidade é única e exclusivamente sua. A sociedade é apenas um instrumento de dever de casa em vossas mãos, e ela vai oferecer o vício, e essa é a prova da verdade para saber se seu filho está sendo bem orientado no lar.
Sim, digo por mim, por ser filha de ex-fumantes, nunca me lembro de ver meus pais fumarem perto de mim, ou velos com um cigarro na boca. Se você não consegue deixar o vício, pelo menos, não faça na presença de seus filhos. Você sempre será o espelho que refletirá neles os seus hábitos e atitudes hoje e no futuro.
Todos nós já nascemos com uma predisposição orgânica ao vício por que somos espíritos imperfeitos, cabe a nós pais não estimularmos mais a predisposição torta de nossos filhos. Essa é a maior educação, lapidar sabendo que vamos continuar um trabalho de disciplina e não de destruição moral.
O pior é que uma droga abre a porta da dependência para as demais, e o mal não anda sozinho quando quer te destruir.
E ainda reforço, se cada lar, ao menos tentar se corrigir, amanhã poderá tentar levar paz e harmonia com Deus em seu lar, e como efeito dessa causa poderemos até ter uma nação mais equilibrada, com pessoas mais conscientes e um planeta mais leve.
E enquanto isso não acontece, a providência se incumbe do que nós seres encarnados, por comodismo não cumprimos.
Alguns vídeos deste blog para que vocês possam refletir sobre o futuro de seus filhos. Assista abaixo:
Num texto do Jornal O GLOBO li essa triste história:
Marcos Santos, de 16 anos, experimentou cerveja pela primeira vez aos 11, numa festa. Ele lembra que não gostou do sabor, mas começou a consumir a bebida sempre que saía com os amigos.
Com o tempo, passou a usar outras bebidas, como tequila. Quando se deu conta, já estava bebendo álcool com mais freqüência do que gostaria. E, quando seus pais viajavam, convidava os amigos e não hesitava em abrir garrafas do bar.
Há seis meses, bebeu tanto no aniversário de uma amiga que desmaiou no banheiro e saiu carregado para o pronto-socorro. Foi quando seus pais perceberam que precisava de ajuda.
- Ele começou a beber por influência dos amigos e perdeu o controle da situação - conta Márcia, mãe de Marcos.
A história de Marcos é não um fato isolado.
Pesquisa feita pelo Centro Brasileiro de Informações sobre Drogas Psicotrópicas (Cebrid) com 15.503 estudantes do Primeiro e Segundo graus, em dez capitais, mostra que o álcool é a droga preferida entre esses jovens, com discreto predomínio do sexo masculino. E o início é precoce.
Cerca de 50% dos alunos entre 10 e 12 anos já consumiram bebidas alcoólicas.
Outro dado preocupante é que 28,6% beberam pela primeira vez em casa e, em 21,8% dos casos, as bebidas foram oferecidas pelos pais.
Os amigos também influenciam. O estudo do Cebrid revelou que 23,81% dos estudantes beberam pela primeira vez devido às pressões do grupo de amigos e 28,9% já usaram álcool até se embriagar.
Segundo médicos e psicólogos, o alcoolismo entre os jovens está se tornando incontrolável. De acordo com o questionário do Cebrid, 11% dos estudantes brigaram após beber e 19,5% faltaram à escola.
O psiquiatra e psicoterapeuta Mario Biscaia, especialista em dependência química, tem uma pesquisa recente sobre o alcoolismo entre os jovens e está preocupado.
- O uso do álcool entre os jovens aumenta o número de acidentes, prejudica o rendimento na escola e contribui para o início precoce do alcoolismo, que pode estar associado a outras drogas - diz Biscaia.
Numa pesquisa com 170 adolescentes atendidos na Casa do Lins (um centro especializado em usuários abusivos de drogas), a equipe constatou que 7% dos adolescentes usavam álcool associado à maconha e à cocaína.
A vida é maravilhosa, e também é eterna. Cabe nós fazermos dela o CÉU ou INFERNO.
VOCÊ SEMPRE SERÁ RESPONSÁVEL PELO SEU ATO E OS ATOS DE SEUS FILHOS

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