"Somente nos unindo poderemos permutar experiências, o que, de outra maneira, acreditamos ser possível".
De vez em quando, aflora esse pensamento na mente do casal:
"por que estamos juntos?"
Parece um acaso, no entanto, os fatos o desmentem.
"Por que esse acaso com todos?"
É de se notar o fenômeno espiritual na feitura de um lar. Ele não se faz por destino cego, nem somente por necessidades humanas. Está o lar enraizado, em todos os seus fundamentos na vontade divina, para nos mostrar o valor dos semelhantes, vivendo com eles. Quem não achar bom viver com outras pessoas, que experimente ser solitário e verá o quanto é pior. A família é a primeira experiência que nos dá condições, no avanço do tempo, para vivermos em conjunto, amando toda a humanidade.
É oportuno assinalar que há variados motivos para a formação de um lar: o primeiro, constitui processo de evolução das criaturas, que se inicia, por ordem da lei, desde os animais, cada qual tendo a sua companhia, de acordo com a sua espécie; segundo, somente o vosso igual poderá vos transmitir o que vos falta na engrenagem das experiências; e terceiro, é que fomos feitos para amar uns aos outros, constituindo uma força que é o próprio alicerce da vida.
Mesmo no mundo espiritual, vivemos juntos, espíritos com espíritos da mesma afinidade, ou sofrendo processos que nos levam à reconciliação.
É justo que, antes de formar um lar, estudemos o porquê da casa, da mulher e dos filhos. A função não é só gerar filhos, não é somente o sexo, que a primeira vista se identifica. sua principal finalidade está mais além e a experiência vos mostrará com o tempo.
Uma das coisas sagradas do mundo é a amizade, que é de grande utilidade entre as quatro paredes. Um casal não se uniu sem motivo. Antes de reencarnare, os cônjuges traçaram compromissos e firmaram juntos certos deveres, para quando no mundo, vestidos da roupagem da carne, consolidarem os ideais traçados no plano espiritual. Percorrendo a história da humanidade, notamos que o lar humano teve início nas cavernas, por instinto, e apesar de toda a evolução que ele atingiu até os dias atuais, ainda é grande a necessidade das almas de viver em família, trabalhar em família e encontrar a Deus dentro do lar.
O homem deve procurar realizar a fraternidade no conjunto familiar, pois daí é que surge a verdadeira paz. Dos esforços em conjunto é que nascerá a grande força dos corações, que vencerá todas as dificuldades.
Dar as mãos de verdade, dentro de casa, é facilitar todas as coisas.
Meu filho, não queiras criar problemas com a tua família, só porque algum dos seus componentes feriu os teus melindres; muito cuidado com a desforra. A vingança, ´principalmente em casa, é desastre de difícil reparo; somente a água do perdão consegue apagar o fogo da ofensa. Se os teus sogros, cunhados e parentes mais próximos procurarem perturbar a tua paz, não ofendas, nem revides. Perdoa, que no amanhã compreenderão a tua posição, tornando-se Teus amigos. Não alimentes a desconfiança dos teus, no cadinho do lar. Faze a tua parte com amor, que o resto Deus já fez com sabedoria.
Quereis saber porque estais juntos? Vede o amor dos filhos para com os pais e destes para com os filhos. Não observastes a candura de uma criança? o sorriso e a alegria dos pequerruchos, ao encontrar-vos? Eis aí porque Ele e Ela se encontraram na vida entender as riquezas da vida em família e começareis a conhecer a verdade; e ela, bem sabeis, vos libertará.
(Do livro Ele e Ela de João Nunes Maia Ditado pelo Espírito de Maria Nunes)
Fica aí a reflexão para todos os casais, não importa em que condições se encontram, meditem, reflitam e comentem.

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