domingo, 31 de julho de 2011

De Braços Estendidos para Jesus

No silêncio noturno  recolho-me para  refletir no que de bom eu realizei durante essa semana de existência.
Das várias realizações tiveram o tempero da fé e da vontade de aprender a lição que outrora esforcei-me para entender. Posso concluir que na Terra tem muitas coisas boas, porém, também muitas ilusões nos rondam em que as sensações são apenas o ponto de vista de cada um, e que podem variar conforme o nosso estado de espírito, ou processo evolutivo espiritual.
Não me considero moralista e puritana, mas, confesso que estou um tanto quanto preocupada com os acontecimentos no mundo em relação as atitudes indisciplinadas do ser encarnado.
Em tempos passados, já pude sentir na pele algumas experiências desagradáveis, que deixaram impressões das ilusões, das facilidades que nos embriagam a alma. Graças aos bons companheiros esprituais sempre podemos atingir a maturidade através da vontade de sair do sofrimento, com fé.
E se não tivermos no mínimo no nível da humildasde do entendimento, da disciplina e firmeza, poderemos nos tornar náufragos de uma existência em vã.
Reconcideremos as lições do Mestre Jesus - desapeguemos das coisas materiais e passageiras, e lembremo-nos que tudo nos é lícito, mas nem tudo nos convém. Após essa existência, devolveremos a Terra o que é da Terra (o corpo) e levaremos conosco o que nos pertence por esforço e aprendizagem moral (sentimentos e sensações). E não nos esqueçamos que continuaremos a passos largos na evolução.
Quando as facilidades da vaidade te seduzir a ornar a tua vida, desconfie! Há o velho ditado popular que cita: "Quando a esmola é demais, o Santo desconfia!"
E lembre-se: ...que nada nos é oferecido de graça. Todo o Universo conspira a seu favor, mas permuta as energias. Melhor doar do que viver a expectativa do retorno. Sê esforçado, ame incondicionalmente e com igualdade de justiça. Ostentar as fraquezas é aceitar o convite a passagem para a Porta Larga, e como consequência, sentirá a sensação do vazio na alma, a tal chamada solidão.
Se queres saber se teus atos condizem com a benevolência, pergunte-se:
- Vou prejudicar alguém ou algo com as minhas atitudes?
- Como eu me sentiria se isso fosse comigo?
Se a resposta que encontrares te incomodar, é porque boa coisa não é. Logo, causarás um desastre futuro a ti mesmo. Pois, poderás enganar a qualquer um, menos o Juiz da tua Consciência.
Por isso, Jesus pregou incansavelmente: "Amarás a Deus sobre todas as coisas. E, amarás ao teu próximo como a ti mesmo". E, essa é a Lei de Todos os Tempos.
Nós é quem somos responsáveis por tudo o que realizamos desde o abrir dos olhos nos primeiros minutos do dia. Nós fazemos acontecer tudo a nossa volta. Ninguém responde por nossos atos, a não ser, nós mesmos. Sejamos complacentes com a nossa existência e empáticos com o nosso próximo. O mau nunca sobrepôs ao bem.
Façamos acontecer de maneira que beneficemo-nos a todos. Façamo-nos lembrar da Oração de São Francisco de Assis, e nos esforcemos para  o nosso esforço na reforma íntima para que possamos percorrer com sabedoria e serenidade a marcha evolutiva de nossa existência.

Que a paz divina esteja com todos. Pois, somente Deus é poder absoluto em nosso Universo, e Jesus, é a sustentação de suas obras.
 
Leonora Vieira

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