Um novo tempo que chega e começa a movimentar minha vida.
Quando chove, eu não corro. Me deixo molhar.
Eu deixo escorrer sobre mim águas que já habitaram essa terra
águas que em outro rosto passearam, conheceram outras faces,
se embaraçou em um sorriso e se desfez ao chegar no chão, para que logo voltasse a habitar em outra nuvem e veio novamente cair em outros seres.
Quando chove, eu não corro. Me deixo molhar
Assim quem sabe posso pensar melhor, posso rever meu dia, lavar minha alma,
quem sabe eu possa consertar meus erros, possa me orgulhar nos acertos e das escolhas que fiz,
quem sabe eu possa ter um recomeço.
Quando chove, eu não corro. Me deixo molhar
Ninguém entende ao passar, não é preciso me entender
basta sentir que preciso viver.
e quando sinto gotas frias invadirem minha vida, não é de desespero que olho para o céu
é de agradecimento somente assim sei que estou viva, somente assim sei que ainda a motivos para se sonhar.
Quando chove, eu não corro. Me deixo molhar
mesmo com pressa, eu não evito de me envolver
e dessa forma ninguém pode ver, quem com simples gotas de chuva
estão as minhas lagrímas. Não que elas sejam preciosas, são só lagrímas que hoje são só alegrias
mesmo assim quando chove, eu não corro. Me deixo molhar
Sinto que vale a pena cada segundo, só em sentir a brisa me levar...
Após essa chuva, trouxe a bonança na minha vida e por eu permito-me molhar.
Salve a vida, salve a minha vida!