Durante algum tempo de nossa vida, passamos constantemente por transformações. Cada etapa é uma fase, interesses, anseios, desejos, sonhos diferentes.
A cada momento vivido ora bom ou ora ruim, são histórias que escrevemos que sentimos.
As vezes damos mais anteção a coisas ou pessoas naquele momento que julgamos que nos é interessantes como, gostos, satisfação...e isso tudo muda ao longo do tempo conforme evoluímos. Os interesses mudam de rota, conforme as necessidades ou desafios que nos movem para o amadurecimento.
Alguns aceitam as mudanças e outros não.
Particularmente comigo venho percebendo que para amar de verdade, não preciso colocar o sexo o ponto x da questão para temperar a relação.
Minha mente amadureceu nesse sentido, consigo compreender como canalizar essa energia para algo que me faz sentir bem.
Por exemplo: sentir a satisfação no sorriso de alguém por algo que você proporcionou de realização para essa pessoa. Consigo compreender tão bem hoje que a satisfação de alguém pode me fazer 2 x satisfeita e alegre.
Existem tantas formas de sentir essa energia no toque, no olhar, no abraço, sem nenhum esforço do que ter que se contrair por inteiro até chegar ao orgasmo. O sentimento bem controlado, o respeito e o cuidado com o companheiro(a nos faz viver bem uma relação de amor sem ter o sexo como parte fundamental, a partir da compreensão para que serve o sexo, passamos a encará-lo como essencial ou dependendo do grau de evolução psíquica, até mesmo dispensável. Vejo o sexo como uma ferramenta indispensável e primitiva, para satisfazer uma necessidade fisiológica, da matéria devido a incapacidade do ser descobrir no seu íntimo que poderia emprega-la de uma forma menos egoísta e sadia.
Hoje, consigo substituir os desejos primitivos por uma sensação mais leve, mais transcedental.
É mágico, ou milagroso, como queiram, mas eu particularmente considiero, a forma de viver um amor sem sexo uma forma de evolução e vitória sobre as fraquezas da carne.
É como se tornar vegetariano e descobrir o valor dos benefícios que a nova cultura sobrepõem a antiga. O amor não precisa de sexo, precisa de verdade e cumplicidade.